17.9.08

i hope we get our dreams.

poderia escrever os meus votos agora. aqueles que a gente fala quando casa. ou não. em todos os filmes as pessoas fazem votos e eu quero fazer também. problema meu. mas que poderia escrever meus votos agora. ontem também, mas tão cansada nem consegui ligar o computador. porque quando a gente olha nos olhos de alguém com milhares de sentimentos, é a hora. quando ir para a cozinha com prazer - mesmo que o resultado final seja o maior desastre - é o momento. quando dói ficar longe, quando dormir grudado em uma cama enorme parece certo, quando sentir saudade começa um minuto depois do tchau, quando não se consegue manter as mãos longe do outro - é agora. em todas as paixões e amores da vida essa hora chega. exceto para quem não se entrega de verdade. sempre chega. tristes humanos que somos, perdemos o timming. e então algumas paixões terminam. alguns amores se perdem. tão triste que somos.

só desejo, dessa vez, não perder a hora, não perder o rumo, não perder você.

19.8.08

oi universitário idiota do curso de ciências sociais.
eu ouvi o seu comentário sobre a minha bunda e gostaria imensamente de agradecê-lo pelo elogio chauvinista. felizmente sou muito mais que um pedaço de carne exposto no açougue - apesar de titulada relações públicas.
você merece uma vida triste - fadado ao fracasso por, apesar de tão inteligente, fazer comentários tão burros a respeito de alguém que só foi te pedir uma informação.
espero que você morra de pneumonia.
atenciosamente,
deborah.

9.7.08

sã0 20h.

eu cheguei às 08h30'.

tá bom.

3.7.08

na. na. na.

mil anos depois e me pergunto se ainda vale a pena vir aqui e escrever e escrever e escrever.

cada vez mais trabalho e cada vez menos tempo e cada vez mais preocupação e cada vez menos decepções.

porque eu estou inacreditavelmente preparada para as decepções.

e - o pior - muita muita muita felicidade gigante convivendo pacificamente com as minhas confusões. parece que, finalmente, há ordem no meu caos. e, te contar viu? haja espaço pra caos em 1m67cm.

aí que eu fico assim: atarefada.

24.4.08

enquanto ocupo minha imaginação com os dias que virão, e-mails engraçados e saudades doloridas, vou lendo meus próprios arquivos de um blog oculto.
registra que sou a rainha da analogia sem sentido.
aproveita e registra também que as coisas nunca mudaram. mesmo quando quisemos acreditar que sim. hoje pouco me importa a ausência de espaço nas tuas gavetas, se houver a necessidade compro um lugar especial para os meus utensílios desnecessários e abro espaço entre as coisas de extrema importância. se tu quiser ficar, claro. se quiser que eu fique, também.

Monday, November 06, 2006

não vá ainda.

eu não sei. eu só não sei. num estado de completa ignorância da vida. eu tô ignorante nesses últimos dias. as pessoas falam comigo e eu. e eu. e eu depois de alguns segundos consigo entender o que estão dizendo. eu não tenho conseguido, também, dizer o que sinto. devagar. bem devagar. é tão devagar que acabo pensando mil vezes antes de falar. e então eu morro. eu tenho morrido diversas vezes ao dia. eu morri sábado passado. deitada na cama segurando o choro. morri. daí eu deixo o corpo alí e vou lavar o rosto no banheiro. quase imperceptível. o meu corpo tem se divertido muito, aliás. eu tenho dado grandes oportunidades para que ele seja imensamente feliz. o corpo, só. porque a cabeça já não entende mais. e eu tô calando as coisas da cabeça e do coração. eu misturo tudo e você, sabe, você é tão separado. separadinho como uma gaveta de talheres. e na tua gaveta eu não encontrei uma daquelas facas de cortar bolo. acho que não tinha, mas, pensando bem, não quis te deixar constrangido perguntando sobre ela. só que eu realmente queria saber porque é muito importante pra mim. fiquei quieta. eu também queria saber sobre a vida. e o que se planeja fazer dela, mas você esteve tão distante. tão ausente. e tão alí na minha frente que não prestei atenção em palavra alguma. e, olha só, antes de morrer no sábado, eu quis fugir. eu quase fugi. porque não teria espaço pra minha faca de cortar bolo na tua gaveta. ela requer um espaço especial, realmente não haveria como acomodá-la. eu tentei fugir, só que o corpo idiota tão feliz, tão feliz, não obedeceu aos meus comandos, mesmo estando ciente de todos os contras. e então, quando eu cheguei em casa de volta, na minha casa, na minha cama, na minha vida, tive certeza. não poderia ter fugido. talvez ainda haja espaço na gaveta de baixo. só tô esperando você me mostrar.

e eu prometo ser mais presente. ser mais feliz. chorar menos. te entender. deixar o tempo fazer de nós dois o que deve ser feito de duas pessoas. de dois lugares. de duas vidas.

eu tô presa ao fato de que pode haver espaço, apesar de ser incomodada com uma possibilidade pálpavel: você nunca, nunca, vai preceisar de uma faca de cortar bolo.

e isso é de partir meu coração.

16.4.08

ai.



over you
i'm never over
over you
something about you
it's just the way you move
the way you move me

i'm so good at forgetting
and i quit every game i've played
but forgive me love
i can't turn and walk away this way.



ai.

14.4.08

it's always better when we're together.