29.3.05

mixed up as a milkshake



quando eu fico muito feliz é porque logo em seguida, logo logo, eu vou ficar extremamente triste e frustrada.
as expectativas são tão altas que tenho medo de não conseguir alcançá-las. e se conseguir certamente virão outras e mais outras.
droga. é um círculo vicioso dos infernos essa vida.
alguém me salva do tédio.

28.3.05

outono.

my november guest - robert frost

my Sorrow, when she's here with me,
thinks these dark days of autumn rain
are beautiful as days can be;
she loves the bare, the withered tree;
she walks the sodden pasture lane.
her pleasure will not let me stay.
she talks and i am fain to list:
she's glad the birds are gone away,
she's glad her simple worsted grey
is silver now with clinging mist.

the desolate, deserted trees,
the faded earth, the heavy sky,
the beauties she so truly sees,
she thinks i have no eye for these,
and vexes me for reason why.

not yesterday i learned to know
the love of bare november days
before the coming of the snow,
but it were vain to tell her so,
and they are better for her praise.

27.3.05

please, please me.



bem, os anônimos estão sempre nos meus blogs, deixando comentários que dão margem a diversas interpretações. mas sempre, sempre, inteligentes.


yes, we speak of things that matter,
with words that must be said,
"can analysis be worthwhile?"
"is the theater really dead?"
and how the room is softly faded
and i only kiss your shadow,
i cannot feel your hand,
you're a stranger now unto me
lost in the dangling conversation.
and the superficial sighs,
in the borders of our lives. - simon and garfunkel

26.3.05

write a song and i'll sing along



and now i don't want to talk about the things you overcame
by dragging up the past i'll put you through it all again
i've got the greatest admiration for the way that you got through it
couldn't ask nobody else to do it better than you do it

lalala. i demand to be treated like a queen.

leitura



todos os movimentos nazistas, neonazistas, fascistas e neofascistas do mundo são ferozmente anti-americanos e pró-terroristas, mas no brasil basta você dizer uma palavra em favor dos eua e o rótulo de nazista ou fascista aparece colado instantaneamente na sua testa.

eu concordo.

eu desisto de falar qualquer coisa.

25.3.05

um fluxo de consciência. mas você não tem.



eu não largaria tudo. mas exigiria que largassem por mim.
eu não quero passar a vida em porto alegre, mas quero direito à cela especial, quero um diploma, ou dois diplomas, ou qualquer merda que diga: mais inteligente que você, comprovado. porque eu sou, e algumas pessoas que conheço também são. mas outras são tão dementes, e terão o mesmíssimo diploma que eu. então tá. não adianta mais o diploma. eu tenho essa coisa, essa paixão pelos nerdismos do mundo. basta dizer, amigo, que achei uma loja de livros em miami (oh!) e fiquei lendo emily dickinson.
i'm such a weirdo.
daí digo que exigiria. caso tudo conspire a meu favor, mundialmente, diria para que largue a tua e viva a minha, a minha vida, minhas coisas, minhas tudo. porque, vê, eu sou chata pra caramba. e um burro empacado. é mais fácil fazer uma lista das trezentas e sessenta e cinco coisas/pessoas que não gosto, do que um top ten das preferências. essa coisa cheia de manias e manhas.
e o que me move? essa vontade inerente de ser mais. não mais que alguém, ou alguma coisa qualquer, mas mais do que hoje. mais do que anteontem e mais do que em minha outra vida, na qual fui uma princesa. era ruim. ser princesa só é bom quando você faz de conta que é, e em minha outra vida achava tudo muito chato. os planos agora são impressionar mom and daddy. eles não imaginam que eu vá a algum lugar, ou tão pouco, que faça algo surpreendente porque eu sou apenas o suficiente. eu quero ser mais que o suficiente. eu quero impressionar.
pensando bem é inútil. apesar de tudo e tudo, certamente só realizaria a façanha sendo artista de tv, coisa para a qual não levo jeito. pode ser que escreva duzentos livros, seja chefe do setor de inteligência de algum serviço secreto, vislumbro um futuro onde dirão: inútil.
por mais que eu venha a me tornar indispensável para alguma coisa importante de verdade, aos meus pais eu sempre serei uma farsa. um objeto a ser ignorado. um bibelô não tão bonito assim.
a meta então, meu amigo, é largar tudo e entrar numa academia. quem sabe, até, virar estrela de um grupo de forró na paraíba? minha vida é cheia de opções.
exatamente por isso me tornei tão autoritária e auto-suficiente. vou comigo a qualquer lugar. sou a única pessoa que conheço que não vai me abandonar.

24.3.05

as you said: it's all about timing.



“and your first gift is making stone out of everything.
i wake to a mausoleum; you are here,
ticking your fingers on the marble table, looking for cigarretes,
spiteful as a woman, but not so nervous,
and dying to say something unanswerable.” sylvia plath


unanswerable.
unanswerable.
unanswerable.

messed up. all messed up.
but still breathing.
just great.

23.3.05

pessoas que dizem "adoro ser sua amiga" não merecem viver.
ou você gosta da pessoa, sem conseguir explicar o que te atrai naquela personalidade, ou não. e daí não é amizade. não tem como gostar de ser amigo de alguém. seria como dizer que adoro ser namorada. não, óbvio. seria brega dizer que adoro ser namorada. essas pessoas estão no mesmo patamar da regina duarte: atropelo.
como pode gostar da amizade de alguém que canta tudo errado? que puxa as cobertas na hora de dormir? que não fecha a boca um minuto? que às vezes se isola do mundo, desliga o celular, e não dá notícia? como gostar da amizade de alguém que só te coloca em frias? que fica furioso por nada? como gostar da amizade de alguém que dança como se estivesse sozinho em casa?
você acaba amando essas coisas. então você ama a pessoa. a amizade dela é uma palavra de formalidade porque continuaria gostando daquela figura, mesmo sem nada que definisse o tipo de relação. é simpatia gratuita. o oposto da antipatia gratuita: uma pessoa tão parecida com você, mas o sentimento é ruim.
os amigos mandam você ao inferno, te fazem passar vergonha, precisam ficar sozinhos, mas é só olhar a sua roupa e podem identificar o humor. eles entendem seus problemas familiares. não acham mais estranho se você come feijão com banana. pegam coisas emprestadas e nunca devolvem.
são assim. pessoas. e pessoas são estranhas. são aquela família que você escolhe. você os ama, não adora ser amigo deles.
me dá um ódio.
amigos, não sei se adoro a amizade de vocês. mas os amo, de qualquer forma.

21.3.05

um olhar infravermelho. eu nem sabia que tinha.



você nunca vai ver meus olhos felizes porque não os merece. ou qualquer palavra minha, porque eu te odeio tanto. a tua felicidade é tão aleatória e tua mania de engolir restos é tão baixa que não me atrevo a interferir nesse mundo de simplicidades. um mundo de superficialidades e intelectualismos ridículos. de imposições sem transtornos. eu nunca quis ser uma estátua em um pedestal porque sou humana. eu sou carne e ossos e sentimentos controversos. eu sou um transtorno bipolar excessivo. eu sou tempo e espera e cuidado e certeza. e talvez eu seja perdão. não jogo o teu jogo ou entendo essas brincadeiras. deixo minha cara feia à mostra, aqueles que quiserem aceitem como é. mas nunca vou entender tuas brincadeiras. a rapidez em trocar de companhia. eu nunca, nunca, vou entender como pode existir sentimento efêmero, amor de semana.
você é um ser pequeno. tão pequeno que não vale minhas palavras. se não fossem tão feias dedicava-as a outro.


clausura. enclausurar. enclausurado. quase morri de dores diversas ao ouvir, dezenas de vezes, a palavra proferida incorreta e não poder corrigir.
mas segundas-feiras são assim: eu fico muito, muito amarga.

tralalá. tralalá. essa música sou eu. eu eu eu.
essa semana vai ser curta. viva.
ah, se, out of the blue, eu começar a chorar é porque quero atenção. favor notar.

errado - wonkavision

posso estar ficando viciado em você
preciso sempre mais
quero várias doses de você pela manhã, mais a tarde, a noite e de novo amanhã
tento não passar do ponto e te sufocar
com tantos beijos
sou tão possessivo por te tê-la só pra mim
posso ser ciumento mas eu nego até o fim
será que estou errado
por só viver da tua companhia
despejo agora
minhas desculpas
por ser um tolo
que não te escuta
já perdi a conta das vezes que me falou
"somos pra sempre"
a verdade é que essa história eu já sei de cor
mas é tão sem graça sem você ao meu redor
será que estou errado?

20.3.05

dia 06. show da wonkavision. quem vai comigo?
bem, eu ainda não sei se vou porque, sabe, tem o reumatismo.
mas podemos fazer planos que se revelarão frustrados. alguém topa?

eu tenho ódio de gente que foge. ódio de gente que resolve ir embora sem pensar nas conseqüências. ódio de gente que não consegue aceitar a vida.

é medo, não ódio. morro de medo de ficar sozinha. medo. daí fico triste.

16.3.05

mas que diabos.
e isso é tudo que tenho a dizer.

eu vou tomar banho.
vem me ver e vem logo.
logo.
odeio gente que demora.

do you care if i don't know what to say?
will you sleep at night or will you think of me?

ah. é que eu tô triste.

i just want you to be near.

era uma vez uma menina que morria de ciúmes. e essa menina era eu.
fim.

15.3.05

sugar people

eu tô sentindo aquele vazio existencial que me persegue desde os treze anos.
(suspiro)
talvez eu não tenha conseguido explicar direito antes, mas é um fato que tenho esse sonho meio bizarro de trabalhar para o governo. como se isso fosse uma obrigação, devolver alguma coisa à sociedade. deixa eu te dizer que sou engajada. é. tem tudo isso. eu entrei na faculdade querendo ser professora, mas a letras era grande limitadora da minha suposta capacidade organizacional. e daí eu dizia que achava o máximo ser funcionária pública e as pessoas diziam que era uma besteira.
eu quero, sim, exercer meus parcos conhecimentos de relações públicas em prol de um bem social. entende: não é fazer um concurso para assessor de gabinete. é um concurso para minha verdadeira e bonita profissão porque eu escolhi ser.
pode ser que tudo dê errado. pode ser uma utopia. pode ser que eu termine a vida muito frustrada, arquivando notas entre quatro paredes. pode ser tanta coisa. não é garantia, não é estabilidade, apesar de ser um atrativo: é vontade. pura e simples. como aquela dos dezessete. é a mesma, transformada. talvez aos trinta seja ela, ainda. sou eu e minhas posições conservadoras acreditando na vida.
esse vazio que me persegue é muito por saber que eu sei ser uma pessoa boa. do meu jeito atravessado. e ter plena noção de que apenas 50% das pessoas que realmente deveriam saber disso, e são duas, vai entender. a outra metade vai passar a existência ignorando e subestimando.
não deveria ser sobre isso. vulnerabilidade é meu nome do meio.
dói e é tão imbecil.
pensar no futuro me deixa quase tão triste quanto pensar no passado. pior: me deixa também ansiosa.

14.3.05

please let me get what i want

minha mãe resumiu tudo: tô cagada.
não passa uma semana que algo não se manifeste, eu tive todas as viroses do mundo em quinze dias, minha sinusite atacou, peguei um fungo furioso, e agora essa dor no olho que muito me parece responder pelo nome de tersol. aliás, nem sei se é assim que se escreve.
e a diversão garantida começou hoje quando tive de correr e dar uma acrobacia para pegar o ônibus.
pobre é foda.
depois que mataram o cara aqui na frente da minha casa eu venho numa velocidade inacreditável. é que quem precisava de carro era a namorada do meu pai, que vai a todos os lugares com ele, não eu.
não que minha rua seja perigosa. talvez para mim nem seja porque eles querem roubar c-a-r-r-o-s e não meninas da faculdade.
o macho sempre garantindo o bem estar da prole. sei.
as aulas reiniciaram e amanhã trabalho o dia inteiro.
previsões confirmam que ainda há chances de minha formatura ocorrer no final de 2006. grandes chances.
já sei até o que vou ganhar como presente de formatura: dois pacotes de passagens escolares.

as you read the words i wrote i couldn't speak

se os hansons viessem a porto alegre eu iria ao show.
aposto que coloco uma música deles e ninguém adivinha quem canta.
muito preconceituosos esses com os quais convivo.

and somewhere there's someone who cares with a heart of gold to have and to hold.

uma casinha nova.
uma deborah velha.

13.3.05

tem certos tipos de beleza que não atraem a mais ninguém, ou a uma parcela tão pequena da população, que só posso agradecer aos céus por ter me dado essa mania de analisar, primeiramente, os autores favoritos dos meninos.

deftones. sylvia plath. talvez discordemos eternamente.

adoro.

eu sou o perfeito exemplo de uma pessoa chata e desinteressante.
hit me hard.


and the frightening facts
we've been facing our backs
to for so long now
are beggining for eyes to bear witness
to lies and indifference
now we're saying aloud
the things we've declared in our silnece
that new coats of paint
will not reacquaint
broken hearts to broken homes

11.3.05

os subversivos estavam todos lá, reclamando que o processo de matrícula era elitista.
juro.
é sempre a mesma história, nós precisamos de mais professores, de mais salas, de passagens de ônibus mais baratas. mas essa é nova: elitizaram até o processo de matrícula.
eu não reclamo. sou mediana. as vagas existem e, se eu deixei uma cadeira para trás, a culpa é toda minha. claro que eu sou rp e não desisto, mas tenho noção de que esforço deve ser recompensado e seria idiota matricular em ordem alfabética.
excluindo os casos de falha no sistema - dos computadores e das comgrads - a culpa é toda do burrinho atrás do livro. eu, você, e até aquele cabeludo que tentava convercer a menininha do elitismo da nossa universidade pública.
consegui a vaga em pesquisa - ela era minha e estava lá - e estou matriculada em oito matérias, vinte-e-um créditos e terei aula em quatro dias da semana, apenas.
foi como eu queria e deve ser por isso que não estou reclamando. ignoremos isso: eu tenho bom senso mesmo.

bem, eu já desisti de tentar programar as coisas da vida porque elas simplesmente são e não há nada que se possa fazer.
on the other hand, o workshop sobre planejamento, ontem, foi razoável. minha auto-crítica beira os limites da neurose e ocasiona todo o tipo de somatização. dor de estômago é o mínimo que se pode exigir de alguém que queria ter nascido perfeita.
último final de semana das férias escolares (rá!), tenho de ir lá requisitar uma vaga na cadeira de pesquisa da universidade pública e gratuita que nunca me facilita a vida.
tem um botão para justificar o texto.
nossa.

9.3.05

birthday boy

eu tenho vontade de dividir todos os meus brinquedos com ele. todos. inclusive aqueles que ficam guardados bem no alto e são difícieis de colocar de volta no lugar. todas as minhas bagunças e todos os sonhos porque eu já quis ser tanta coisa. ele fica irritado de uma maneira que me irrita e sorri do jeito mais lindo do mundo porque ele é tão bonito e tão sincero que tenho de vontade de abrir um buraco no chão para esconder todos os meus problemas. vontade de ficar pendurada naquele pescoço fazendo manha vinte-e-quatro-horas só pra ter atenção. eu fico boba e brega e odeio que ameaçem meu reinado de barbies. nós já passamos por tantas etapas e momentos e situações, mas você vê, eu não desisto. porque quero pensar que sou a única e vou ser para sempre. só porque não consigo mais imaginar viver para sempre sem ele.

sim, eu ando apaixonada. engraçado. você acha que com o passar do tempo vai se acostumar, e tudo será calmo e lindo, mas não. há períodos em que, realmente, eu sou segura e tenho certeza. na verdade poucos momentos. na maioria deles sou tão insegura quanto no primeiro dia. enquanto durar, e depois, eu amo tanto.



this is what i pray:
keep him by me tenderly
keep him sweet in pride of me
ever and a day
keep me from the old distress
let me, for our happiness,
be the one to love the less
this is what i pray.

8.3.05

então o dia chegou e todas as coisas chegaram junto com o dia. todas as coisas que se pode imaginar no mundo, sentimentos, fragmentos, e mais pessoas com seus desequilíbrios absurdos tentando encaixar as peças. nesses momentos é difícil enxergar que existe pior, é difícil encontrar forças se a única vontade é gritar e fugir da racionalidade quebrando tudo. vocês parem de adicionar, eu quero estabilidade. e parem também de subtrair.