29.4.05

odeio certas coisas.
minha neurose, por exemplo. e o que fazer se ela já existe?
hoje eu amo quem ontem odiava e odeio quem eu achei que amava.
mas como a história sempre termina com os meus castelos desabando, minhas mãos juntando cacos, e um pouco de drama no meio, é fácil dizer que estamos chegando ao final de um capítulo.
é bem necessário: eu não nasci para primeiros capítulos. nasci para entradas triunfais no meio da narrativa. tapete vermelho e todas essas coisas. adoro ser adorada e querida e amada. é bom. e gosto de ter meus dias de mau humor, sendo que acordo bem disposta todos os dias, acho normal ter meus momentos de mau humor a qualquer momento. e odeio, odeio com todas as minhas forças, do alto de um metro e sessenta e sete, ser trocada, substituída, remanejada, seja qual for a circunstância. cansei de pedir desculpas por coisas que não fiz, ou que fogem ao meu controle. é pegar ou largar. já diria a filha da zizi possi: eu sou assim.
minha auto-estima anda muito baixa para sorrisos forçados e compartilhamento de infelicidades. por enquanto me basto. não quero olhares ou palavras.
eu quero ficar sozinha, acho.

não é auto-suficiência. não sou e nem pretendo. é falta de paciência. por mais que lute contra, me falta calma para lidar com pessoas. e, de novo, entrei numa fase de odiar a todos.
não é que queria, preciso ficar sozinha, acho.

28.4.05

não serão os olhos azuis que impedirão tua vida de virar ao avesso, tão pouco esses cabelos ajeitados que vão te privar de dolorosas rejeições. não é a tua mania de querer andar na linha, literalmente, carregando pilhas de pratos cheios nas duas mãos, que vai garantir um futuro razoável. então tudo bem chorar. tudo bem, certas coisas fogem à nossa vontade e ao trabalho planejado, executado e avaliado que vem sendo desenvolvido no tempo. alguns momentos fazem perceber que nada é tão bom que não possa, por um outro prisma, ser tão ruim.

péssimo dia para entrevistas de emprego. sabe aqueles dias em que parece que estou deslumbrada com o mundo? os olhos arregalados de quem nasceu ontem e não conhece sorvete ainda? alguns sabem como esses dias são. eu viro criança pequena, a cabeça mexe demais, as mãos mexem demais, mas tão devagar que não seria estranha a conclusão de que usei drogas. meu organismo deve produzir entorpecentes por uma disfunção hormonal que nenhum médico encontrou ainda, porque dias como esses não têm explicação.

péssimo dia para descobrir que existem empresas assustadoramente gigantes. enormes. assutadoras de verdade. péssimo dia para se sentir uma formiga, e descobrir que a comparação com as formigas é tão usada porque o sentimento é exato. daí tive motivos para deprimir: eu esmago com o pé as formigas que costumam carregar pedaços de folha muito grandes, só essas. e se eles esmagarem as formiguinhas exibidas também, é melhor eu começar a tirar coisas da bolsa.

a entrevistadora tinha uma cara péssima. sabe superioridade? mas meu nariz não desce, te digo, foi uma batalha de queixos altos.

péssimo dia para ser meu último dia de trabalho. péssimo dia porque não me sinto bem. na verdade, sinto um ligeiro mal estar mega power ultra desagradável.

num futuro próximo eu quero dois dias, só dois dias, sem falar, sem ouvir, sem ler, sem conviver. dois dias num mundo solitário.

eu quero ser o pequeno príncipe. me traga uma rosa.

acabaram os posts sem nexo e pequenos. viva a encheção de saco.

27.4.05

eu estou me sentindo uma lata de lixo humana. mesmo com o cabelo limpo.

o descaso nos ensina.
ainda assim sou a pessoa mais fodida e burra que conheço.
mas resisto.

25.4.05

eu estou super hiper mega ultra nervosa.
prestes a roer todas as unhas. inclusive do pé.

"...todo dia ela faz tudo sempre igual, me sacode às seis horas da manhã..."

23.4.05

coisas estão para acontecer.

você fala me diz tudo o que quer bate a porta diz que eu sou passado quando se lembra de mim já sei que está chegando ao fim o dinheiro acabou os amigos se foram não tem mais pra onde ir me acorda de madrugada chora troca meu nome treme nos meus braços fala que me ama com gosto de rua me pede pra ficar é quando você volta pela mesma porta já não sei como posso fingir pra acreditar acha que pode mudar assim meu mundo e me fazer esquecer tudo o tempo não existe diz que eu sou sua vida a paz que precisas pra recomeçar é quando você volta pela mesma porta já não sei como posso fingir pra acreditar.

20.4.05

na propaganda do novo nacional 24hrs o apelo é: badalado. um supermercado badalado que me lembra aquele pão-de-açucar da cardoso de almeida, ainda que não muito. certamente irei porque coisas novas na província sempre são muito fascinantes. e porque boatos contam que existem comidas ma-ra-vi-lho-sas. duvido que os pães sejam assinados por olivier-marido-da-atriz, mas nem tudo no mundo é perfeito. pães com griffe, adoro.

18.4.05

we love brian.



i was never faithful
and i was never one to trust
borderline and skizzo
and guaranteed to cause a fuss
i was never loyal
except to my own pleasure zone
i'm forever black-eyed
a product of a broken home
i was never faithful
and i was never one to trust
borderline bi-polar
forever biting on your nuts
i was never grateful
that's why i spent my days alone
i'm forever black-eyed
a product of a broken home

17.4.05

upside down and inside out.

16.4.05

eu estou cansada de fazer de conta que sou outra pessoa.

15.4.05

hey pretty boy what's your name?



pode ser uma garota também, quem sabe? bem, as coisas acontecem sempre assim, como uma geladeira quebrada, como um cara que aparece na hora errada, como um simples insulto pode tomar grandes proporções se hoje é meu dia de mau humor. mas não é. não é, porque as coisas só acontecem no momento em que não deveriam. então eu me acostumo. eu levanto a cabeça, eu monto e desmonto mil vezes esse castelo e se você faz graça, nem me importo. é um castelo e eu sou princesa e vou ser rainha, bem como mandam as tradições. sem maiores escândalos, grandes confrontos ou guerras malucas. com um vestido bonito, esperando a hora certa de dizer palavras legais. eu sou dona de tudo o que acontece e do rumo que segue esse exército. e se pudesse te tirava da frente de batalha e trazia pra cá, pra perto, onde os acontecimentos são apenas palavras, quase sempre favoráveis. onde só existe um tipo de literatura. minha música. minhas ordens.
não adianta mesmo, não adinta, destruir. construo de novo. de novo e outra vez. auto-preservação.
dentro de mim, de certa forma, estou protegendo um batalhão.

ainda que desmanchem meu castelo
e todo "não" manche o meu vestido
até quando eu duvido do que é certo
se a minha carruagem já tiver partido...
eu ainda sou uma princesa
com meus sonhos, flutuando em mim mesma
tecendo a minha renda com retalhos,
procurando algum brilhante na tristeza
querendo um final de purpurina
pra essa tarde, pra essa história, pra essa vida.

sarah westphal


você pode, mesmo mesmo, dizer seu nome. eu nem quero telefone ou informações adicionais. só dar um nome e fazer uma representação de quem consegue me fazer chorar com coisas tão pequenas e bonitas. mas poderia dizer em voz alta. e assim eu poderia ouvir.
adoro.

13.4.05

lesionada



rapaz, vou te contar, viu? meu braço esquerdo tá doendo pra caramba. tipo: muito. mas eu digito, atendo telefone, movimentos like there's no tomorrow. ó deliciosa imprudência juvenil, o reumatismo chegará correndo aos trinta. aos quarenta me compra um colchão d'água. claro que não é nada disso, apenas uma tendinite u-hu que atacou esa pobre trabalhadora canhota. não de esquerda, apenas canhota.
agora eu vou dormir, porque dor é uma coisa que sempre passa quando a gente dorme retornando quando a gente acorda. sempre. dessa forma parece que não há vantagem nenhuma em dormir, mas há, ah!, sempre há.
e amanhã, se tudo estiver dentro dos conformes, acontecerá a primeira edição de uma deliciosa janta que alguém vai cozinhar. eu não. porque tenho tendinite.

lesionada



rapaz, vou te contar, viu? meu braço esquerdo tá doendo pra caramba. tipo: muito. mas eu digito, atendo telefone, movimentos like there's no tomorrow. ó deliciosa imprudência juvenil, o reumatismo chegará correndo aos trinta. aos quarenta me compra um colchão d'água. claro que não é nada disso, apenas uma tendinite u-hu que atacou esa pobre trabalhadora canhota. não de esquerda, apenas canhota.
agora eu vou dormir, porque dor é uma coisa que sempre passa quando a gente dorme retornando quando a gente acorda. sempre. dessa forma parece que não há vantagem nenhuma em dormir, mas há, ah!, sempre há.
e amanhã, se tudo estiver dentro dos conformes, acontecerá a primeira edição de uma deliciosa janta que alguém vai cozinhar. eu não. porque tenho tendinite.

12.4.05

blá blá blá.

11.4.05

mais rosa que azul?



o estágio novo do namorado é super super. entre outras coisas ele tem de ver mulheres nuas na internet e pode tomar nescafé da máquina, de graça. morro de inveja do nescafé.

tchuru tchuru deux femmes et un garçon ça a toujours eté mon genre d'idee maintenaut je'n suis là deux femmes et un garçon?

bem bem. a vida vai começar a passar em colorido. nem que eu pinte com canetinhas.
la la la.

por que não chega logo?

quem não gosta de belle&sebastian boa pessoa, com certeza, não é.

there must be a reason for all the looks we gave
and all the things we never said before
so what's the score?
'cause there must be a reason for all the looks we gave
and all the things we never said before
you're just a baby, baby girl
so kiss me on the cheek before you know what's sweet
you're just a baby, baby girl
so kiss me on the cheek before you go to sleep
you will be working in the morning
and I won't be there to see you go off you're head
yeah, you will be crying in the morning
and I won't be there to see you go off you're head...

de onde surgem as meninas boazinhas?
aquelas que nunca estão com os cabelos sujos, sem problemas familiares, bem alimentadas, que nunca tomaram um porre e nunca precisaram de remédios controlados?
de onde diabos surgem essas aí, sempre bonitas e prestativas?
eu canso, viu?
porque, tá legal, ser linda e limpa e controlada um vez por mês é super interessante. é uma experiência que precisa ser vivida para manter os pés no chão. mas sempre? como conseguem?
eu tenho medo de decepcionar alguém se descobrem que, às vezes, passo o final de semana inteiro dentro de ursinhos. se começam a perceber que minhas neuroses são latentes. eu tenho muito muito medo de me atirar e cair de cabeça no chão.
mas é. a vida tem de estar em colorido e não em preto-e-branco, muito menos apenas cor-de-rosa. então você trata de vir logo porque saudade é uma coisa que me faz ter vontade de não lavar os cabelos. já chega sabendo que vai ter muito pra ouvir e eu não tenho tempo pra te escutar, mas como só acontecem coisas boas já te desejo os parabéns. você faz o favor de não brincar comigo porque, vê bem, eu nunca fui boazinha.
e tenta, por favor, não me derrubar. não bagunçar tudo.
agora já é tão tarde pra mudar de idéia. vem, mas deixa tudo no lugar. é a única coisa que eu posso pedir.
e estou ansiosa. já. porque tenho vontades de ser querida e menininha e alguma coisa de superproteção me acontece. me leva, eu e meu pijama, pra dormir na tua cama. vou esquecer o medo de decepcionar. hoje e até quando der, vou ser santa.
me ama, então?

10.4.05

sabe quando você percebe que tudo que deveria ser dito já foi? quando dar murro em ponta de faca já não dói mais? quando todas as coisas estão em preto-e-branco?
é.
daí você faz as pazes com a garrafa de absinto, se envolve em confusão no mc donald's, escolhe outra carreira e começa, de novo, a pensar que as coisas da vida deveriam estar sempre passando em colorido.

i'm gonna get dressed for success.

7.4.05

se não sabe por que fala?



minha amiga tem uma camiseta que diz: you're ugly and your mother dresses you funny.
rá rá rá.
aline, a pirataria é crime e gésus me puniu: esqueci o disquinho na tua casa e trouxe só a capinha. dumb.
o show ontem foi super super. e a noite das garotas deveria ser uma instituição mundial.

tente por mim - wonkavision

não pergunte por que estou mal tão mal-humorada
só aceite, hoje eu não posso ser contrariada
diga apenas coisas que façam eu me sentir bonita
fale baixo, hoje até tua respiração me irrita
fique longe, sem querer posso machucar você
use o seu bom senso e então, só assim, talvez
a gente possa sempre estar de bem
sim, juntinhos até quando a chuva vem
só assim você me tem
conte até dez, caso eu seja muito grosseira
não se assute se eu chorar por qualquer besteira
qualquer dia fica com cara de segunda-feira
não há nada que você possa fazer, só entender
fique longe, sem querer posso machucar você
use o seu bom senso e então, só assim, talvez
a gente possa sempre estar de bem
sim, juntinhos até quando a chuva vem
só assim você me tem


essa música é minha. toda minha. rá.

5.4.05

i can't find my safety net.



coragem é a palavra de ordem. c-o-r-a-g-e-m. eu sempre acho tão bonitas as palavras separadas por tracinhos. hífen, eu sei. e eu sei de tantas coisas que nem cabe aqui dizer porque elas simplesmente são importantes demais para serem ditas. coisas muito importantes devem ficar guardadas. a coragem, como eu ia dizendo, é uma coisa que deveria existir e eu não sei se existe. e eu não sei mais se sou nova ou velha. eu não sei mais. não sei se escondi a coragem aqui dentro, como as coisas importantes que guardo, ou se a mandei pra puta-que-pariu. eu não sei se saí alardeando minha coragem ou se ela tá enrolada num saquinho, dentro de uma sacolinha, enfiada numa caixa de sapatos dentro de algum órgão vital desse corpo. eu não sei onde anda a deborah de antes, e nem sei se prefiro a de agora. sou um emaranhado de coisas e tenho certeza que a coragem tá aí, em algum lugar. em qualquer lugar. em algum canto. eu tenho procurado loucamente por ela. loucamente ainda não. eu tenho procurado pacientemente por ela. mas tá chegando, viu? tá chegando o dia que vou jogar tudo pro alto, loucamente.
me diz por que eu tô assim ansiosa, com o coração batendo pesado, tremendo e com vontade de chorar. me explica por que eu quero enconstar nas pessoas como se fosse um gato e ficar passeando entre pernas e braços. me mostra onde canalizar todas essas vontades e desejos e tristezas, sem fazer esforço. por favor, vem aqui e me vira do avesso, acha onde tá a coragem. e se, por um acaso, ela já estiver nas minhas mãos me ensina como usar.
eu quero um manual de instrução para operar essa máquina radiotiva que atende pelo meu nome.

4.4.05

i know 'cause i saw you saying.



não foi o final de semana do mau humor. muito ao contrário. como essa vida nos prega peças, hein?
as fotos, para os que as quiserem ver, aqui estão.
nã nã.
lá lá.
bú bú.
tô atrasada para trabalhar.
sorte para mim nessa semana.

1.4.05

digo que foi decretado o final de semana do mau humor. começa agora.
se eu pegar alguém sorrindo...ai ai ai.