27.11.07

ô beibê.

a novela diz: todo mundo sabe que eu sou apaixonado por você.

eu ando chorando por cada coisa besta. cada vez mais besta.

não sei se é a grande proximidade dos 25 anos, se é a minha solteirice irremediável (que está passando dos limites aceitáveis), ou se é só saudade mesmo.

eu.
tenho.
saudades.
consegue ver?



quero colo.

26.11.07

hoje eu lembrei do gabriel.

assim, lembrei.

de uma noite em que ele veio aqui em casa com o vinho do gatinho e assistiu a fita do meu "fica comigo" e riu da minha cara até não poder mais. eu não sabia direito o que fazer ou o que dizer para aquele menino que resolvia aparecer na casa alheia de madrugada. depois disso a gente conversou poucas vezes. todas as vezes em que ele beijava a minha bochecha, eu tinha de limpar aquele beijo melequento. criticava meus textos dizendo que eu escrevia como uma mulherzinha. riu porque eu vesti um pijama para dormir no acampamento - ao qual fui por única e exclusiva vontade de ficar perto dele.

não disse isso antes. e nem sei se deveria.

puxa gabriel, é tão estranho pensar que a tua gargalhada não existe mais.

sim, fiquei triste.

fica em paz.

25.11.07

eu estou menos ansiosa.

que droga. droga droga droga.

5w1h


já foi uma tortura te ver online.
isso é uma forma totalmente nova de encarar as coisas.
agora só me tortura saber se eu devo falar, ou não.

sei que não.

então é algo quase profissional: um processo, digamos assim. eu devo olhar, analisar, refletir, segurar a ansiedade, abrir a janelinha, fechar a janelinha, abrir novamente, fechar novamente. se estiver usando o note devo retomar todas as fotos antigas. se estiver no desk devo repetir os passos da janelinha mais uma vez (porque as fotos estão no note). depois devo respirar fundo e ficar calma.
o resultado final deve ser o não pronunciamento de nenhum tipo de estupidez relacionada ao sentimento de saudade. se as lágrimas forem evitadas o processo está 100% - foi concluído com sucesso e não apresenta gargalo. se houver algum tipo de choro - mesmo aquele de cantinho - devemos utilizar a metodologia PDCA para tentar chegar à qualidade total.

eu acho que a minha pós-graduação acaba de tomar um novo rumo. vou desistir de fazer algo na área da economia - meu negócio é aplicar ferramentas de qualidade nos processos de cura psicológica.

:)

24.11.07

no banco de trás estão as minhas sandálias de ontem.

e eu tô aqui no trabalho.

sono é a palavra do sábado.

23.11.07

time to get your prince back.

tem tanto trabalho que o simples fato de sair para fazer as unhas já parece um final de semana completo. até dormi enquanto a magali conversava comigo sobre qual cor de esmalte a gente deveria colocar hoje.

acordei com as unhas num tom engraçado de uva. menos mal, o vestido que vou usar no casório chiquérrimo é lilás - combina.

pode ser a minha última chance, nesse ano, de pegar um buquê e entrar 2008 super acreditando na instituição matrimonial. super acreditando num vestido branco e lindo, num príncipe alto e lindo, numa festa linda linda.

tô quase abrindo espaço para a modernidade do morar-junto.

de qualquer maneira, antes disso tudo, vou precisar de um namorado.


não é que eu esteja sozinha. eu tô é ganhando tempo.

(tudo uma questão de ponto de vista, hein?)

21.11.07

vou me respeitar, caso haja, mais uma vez, um momento "que faço eu da vida sem você".

mas hoje acordei feliz.

muito magra para estar triste. o cabelo muito bonito para ficar sofrendo. praticamente o melhor momento físico da minha existência (em 24 anos) e eu estou trancadinha em casa, esperando. além de ser uma espécie de transição para a vida adulta, se considerar todos os perrengues dos últimos meses. enfim.

não vai ser uma violação imensa. eu a-d-o-r-o ficar em casa, assistir tv, ler meu horóscopo e tudo e tudo. só cansei de sentir dor.

quero sorrir pra vida. e vou deixar que ela sorria de volta para mim.

dezembro já tá aí, o carnaval já tá aí - pode vir. tô querendo tudo.

18.11.07

ô saudade.

é um teste, de qualquer forma.

se consegui passar mais de uma hora sentada naquele sofá onde você costumava sentar e me pegar no colo, é porque estou pronta para - quem sabe - saber que tem uma nova namorada. namorada, não. um novo amor. como nas músicas bregas que dominam a playlist atualmente.

vai ser sempre assim. não doído, mas difícil. apesar de ser uma outra situação (e tô tão feliz por essa situação de fato existir e todos os papos e todo o carinho - ganhei uma amiga, sabe?) o teu cheiro fica.

a lembrança do toque das mãos fica. o abraço fica.

eu lembro da primeira vez. e da minha saia de princesa e do coturno e das meias coloridas. hoje eu vivo em cima do salto alto. do teu carro e do excesso de perfume e das mãos que tremiam. tão mais esperto que eu e tremendo. eu era toda cor-de-rosa. você era todo atenção. eu lembro até de um pacotinho de balas das meninas super poderosas. dormir receosa e ouvir: deita só mais um pouquinho. comer pizza com a mão e assistir ao big brother.

eu tô com tanta saudade. tenho a impressão de que qualquer hora vou explodir.

a verdade é que te queria alí. do meu lado. sentado. fazendo qualquer piada boba, ou rindo das aquisições completamente desnecessárias de sapatos que as meninas fazem. do jeito de sempre, me deixando enrolar no teu corpo.

mas se consegui ficar bem, composta até, acho que em breve, ao menos o desejo que me cega pro resto do mundo, vai passar.

e só o rapaz aí de baixo pra me fazer sorrir, mesmo estando ele na véspera da entrega da mono. gosto demais. :)

deborah. diz:
fi...eu quero o ****** de volta.
Luis Filipe diz:
sério?
deborah. diz:
vc, enquanto homem, pode me dizer o q fazer?
Luis Filipe diz:
mas, pq tu quer ele?
deborah. diz:
tipo: how to get him back - for dummies
Luis Filipe diz:
hauhuaua
deborah. diz:
pq eu tô com saudade.
Luis Filipe diz:
ou seja: tá carente
deborah. diz:
não.
deborah. diz:
se fosse isso teria ficado com o ****.
deborah. diz:
ou teria aceitado o convite do ***** ** ****.
deborah. diz:
não quero ninguém. quero ele.
Luis Filipe diz:
ok
deborah. diz:
vai me dar os 10 passos?
Luis Filipe diz:
vamos começar!
Luis Filipe diz:
prepare-se
deborah. diz:
ok.
deborah. diz:
tomarei notas.
Luis Filipe diz:
1) finja que ele não existe: é beeeeem dificil, mas a falta de seus choramingos farão com que o cachorra levante as orelhas
Luis Filipe diz:
cachorro
deborah. diz:
é, é difícil.
deborah. diz:
ok.
Luis Filipe diz:
2) faça com que ele saibe de vc: ouvir sobre a sua felicidade faz com que ele sinta o seu orgulho ferido
deborah. diz:
hum!
deborah. diz:
eu não deveria ter chorado...ok.
deborah. diz:
ok.
Luis Filipe diz:
3) ligue por engano: e quando ele atender, gargalhe. Como quem toma um puta susto pela cagada que fez. E pergunte como ele está e só. De tchau e diga nos vemos, ou algo do genero. (Essa dica só é válida depois de dois meses de sucesso da dica 1)
deborah. diz:
tá. essa é mais difícil ainda.
deborah. diz:
meu deus, é como tentar se livrar de um vício!
Luis Filipe diz:
PEDE PRA SAIR, PEDE PRA SAIR!
deborah. diz:
soldadinha 02, a senhora é uma fanfarrona!

16.11.07

"...então não me conte os seus problemas
hoje eu quero paz, eu quero amor..."

coisa chata isso tudo.
poderia perder meu tempo analisando, sofrendo e chorando. mas, veja só, não vou. poderia criar rugas de preocupação na minha testa e isso só faria antecipar uma aplicação de botox. poderia difamar, denegrir, rechaçar - pra onde me levaria?
eu tô pela paz. eu tô pela felicidade alheia.
tenho restrições a um rapaz só, um tal, tão longe de mim e tão... é, longe. porque ainda gosto tanto dele. tanto tanto. com coração que dói e lágrimas e tudo que é pertinente aos amores não correspondidos. descobri muito tarde isso tudo e mereço o sofrimento.
então, sabe, deixa eu sofrer a minha dor. deixa eu adiar o carnaval. deixa esse corpo deitado na cama no sábado de manhã - eu preciso dormir, preciso pensar.
quero que todos sejam felizes, da maneira que for. nunca entendi paixão sem dor, escondida, de mentirinha. eu não vivo assim. eu quero mostrar, eu quero sair, eu quero - olha o clichê - é colocar o bloco na avenida. eu gosto de sentimento, mão suada, dor de barriga. essa coisa de "aconteceu" funciona bem vez ou outra. não quero nada que aconteça, apenas. e se acontecer que seja forte e venha para deixar tudo cor-de-rosa.

se é da minha aprovação que precisam: tá aprovado - eu não tenho absolutamente nada a ver com isso.

o importante é que os envolvidos na trama saibam se estão magoando alguém - e que bom se preocuparem, de alguma forma, comigo. eu tô legal. bem mara maravilha: não faz mal, eu tô carente mas eu tô legal.

vamos cada um cuidar dos seus problemas e seguimos assim.

assunto encerrado aqui.

fim.

13.11.07

por que não eu?

roubaram meu estepe.
tô vivendo um momento "zica, me erra".
enfim, roubaram meu estepe e só percebi porque tava sentindo alguma coisa muito estranha batendo no porta-malas.
ódio.
e raiva.
pô, eu paguei por esse pneu! por essa roda! inclusive pelo estacionamento com manobrista onde aconteceu o furto. o filho de uma puta tinha a chave, ao menos não estragou nada e ainda deixou o macaco. pro diabo com a igualdade social, viu? vai ganhar o quê? R$150 com um pneu zerinho, novinho? eu trabalho o dia inteiro como esse larápio. quer saber? provavelmente eu trabalhe muito mais do que ele. que ódio. não é desculpa. nada é desculpa para uma atitude imbecil dessas. o pior agora nem é a grana que vou ter de gastar e sim a sensação de impotência que senti ao levantar o tapete e me dar conta que, ei!, cadê? menos mal, de qualquer forma não foi um assalto, não sofri nem nada. mas é injusto. é a grana da prestação, do seguro, do estacionamento que a gente paga para não precisar do seguro, e vem um qualquer chamado pela sociedade de excluído, sem oportunidades, pega o nosso estepe, pega o nosso relógio, quando não pega a nossa vida.
pro inferno.
que façam manifestações aqueles que desejam loucamente viver uma situação dessas. eu acredito em reforma da educação, em investimentos sociais, acontece que por enquanto eu acredito também no regime carcerário. poderia ter sido pior - as pessoas não são conscientes?

tô puta da cara. e desejo tudo de ruim para o infeliz ladrão de estepes. que você sofra muito. e se já sofre, que sofra mais.

cega, depois de um dia cheio de dor de cabeça (você vê, em alguns dias em trabalho 15h, 16h - mas nunca roubei nada...) ainda arranhei o pára-choques da frente saindo da garagem.

tudo porque não acredito mais na idoneidade dos manobristas.

:(

11.11.07

e assim ingressamos nos 24 anos: enviando e-mails indesejados para pessoas que moram longe.

...o tempo e a distância não vão arrancar
a vontade que eu tenho aqui no peito...

em breve, fotos do show.

e os que importam, de alguma forma, estiveram comigo ontem ou estarão daqui um pouco mais.

feliz com a forma como as coisas foram conduzidas em 24 anos. com o que eu fiz. mas vazia, vazia. vazia. vazia.

falta um pedaço de vida em mim, e é tão raso dizer isso, mas acho que preciso de amor. eu preciso de amor. e não desse amor de amigos - por mais que tenha poucos amigos de verdade sei que o amor deles é irrestrito e incondicional, afinal já perdoaram tantas burrices seqüênciais. preciso daquele amor que te tira do chão e te coloca de cabeça para baixo pendurada no teto. aquele que faz você segurar a mão do outro mesmo com um calor de 40ºc. um amor que consiga compreender minhas tristezas, minhas vontades e essas coisas todas. um amor que me dê vontade de compreender suas tristezas e suas vontades todas. que me desperte qualquer coisa de proteção e me faça sentir protegida. um amor devagar. um amor tranqüilo. um amor...bonito.

eu não quero nada do que já tive. quero o novo. quero sentir saudades depois de 10 segundos de ausência. quero alguém que entenda minha arrogância eventual. meu narizinho em pé. minha mania de sempre querer perder mais 05kg. alguém que me ensine como devo reduzir as marchas. e leia o manual do carro. alguém pra dormir junto. pra brigar junto. pra dar risada junto.

eu quero, agora, amar alguém que me ame. porque hoje percebi: não sou o suficiente para mim mesma.


10.11.07

rodinhas tá com a bundinha batida. um ônibus truculento encostou no meu pára-choque.

eu gosto muito da palavra truculento.

rodinhas tá com a bundinha batida e eu trabalho em quase todos os finais de semana.

o bom é que posso ir de carro agora. apesar de estar perdendo muito da sapiência dos taxistas.

rodinhas tá com a bundinha batida, eu trabalho quase todos os finais de semana e ganhei um rádio.

o bom é que irei trabalhar ouvindo música.

rodinhas tá com a bundinha batida, mas tem um rádio e nesse final de semana eu só vou trabalhar durante uma hora. hora essa que já passou.

e, depois de bastante tempo, retomei a rotina perna-virilha-buço-sobrancelha-pé-mão-corte-hidratação-escova-chapinha.

tô feliz com os meus 24 anos.

4.11.07

escrevi.
deletei.
escrevi.
deletei.
escrevi.
escrevi.
escrevi.
deletei.

tudo isso na caixinha limitada do sms de celular. no fim, resolvi ser adulta e não enviei.

deitei e dormi.

.*. na verdade, antes de dormir eu joguei 2 partidas de paciência spider, com o computador na minha barriga, sem apertar o M. tô ficando viciada.

2.11.07

1 ano.

apesar de ter visto o gael-todo-lindo-sem-roupa naquele filme ridículo que em absoluto valeu o valor pago pelo ingresso do cinema, não consigo pensar em outra coisa. sonhar com qualquer outra coisa.

acho que minha cabeça está um tanto condicionada e talvez venha até provocar uma crise desesperada de choro incontrolável.

e o lançamento da seqüência de jogos mortais é sempre na mesma época do ano.

droga droga droga.

tentar colocar o pensamento em outro lugar é a meta do feriado.

e pão com chocolate. sempre ajuda.