26.12.07

eu tenho algumas metas para o próximo ano.
na verdade, no ano passado, eu não poderia imaginar que tudo o que aconteceu em 2007 aconteceria. as coisas aconteceram numa velocidade incrível e, bem, eu sempre desejei muitos desses acontecimentos sem nunca ter imaginado vê-los realizar. então não é desacreditar. eu acredito. só nunca consigo imaginar o que será da vida quando meus desejos de fato se tornarem realidade.
é como caminhar em uma direção, sabendo que no final da jornada aquilo que tanto se espera estará lá, sem saber o que fazer quando chegar. eu vou vivendo, trabalhando, construindo, sofrendo, querendo. mas me perco quando alcanço o objetivo. retrocedo. meus músculos retesam e são capazes apenas de voltar alguns passos atrás. como se o retrocesso fosse impreterível para que eu voltasse a enxergar o futuro.
eu sou cronicamente insatisfeita. espero demais de mim, espero demais dos outros, espero demais da vida e do mundo. eu espero um trabalho perfeito e espero que tudo o que entrego esteja perfeito - muitas vezes minhas expectativas são superiores à expectativa do cliente. espero um relacionamento perfeito: não pode ser só companheirismo, não pode ser só sexo, não pode ser só afinidade - eu quero tudo. espero resolver todos os problemas do mundo e poder cuidar da minha família e proteger os que eu amo.
sou muito egocêntrica.
então quero muito mais de 2008. quero mais perfeccionismo absurdo, quero mais dores no estômago, noites em claro. mais planejamento e mais sonhos se tornando realidade. quero poder, de novo, andar de mãos dadas orgulhosa. quero um amor lindo. quero mais trabalho. quero o final de uma faculdade infinita. quero estar aqui, escrevendo que minhas malas estão prontas e porto alegre está ficando para trás. quero com todas as forças os meus 25 anos.
e quero aprender a viver sem precisar recuar para enxergar o futuro. menos medo. menos ansiedade.
eu quero estar pronta para tudo o que é novo. para aceitar a felicidade, aprender a lidar com a tristeza. sorrir com as alegrias e aprender com as rejeições.
eu quero o que todo mundo quer. um clichê bem grande. enorme.
e uma vida feliz com as três pessoas mais importantes desse mundo: d. sonia, nath e kika. as únicas pelas quais vale a pena seguir querendo.
tô sentimental.

23.12.07

a bibi nem tá em porto alegre. e nem tem mais escrito no blog.

mas isso me fez chorar mais e mais.

.*. deus, faz meus amigos não me odiarem - caso eu tenha uma terrível crise de choro em plena virada de ano. e faz os potenciais novos amigos não me julgarem completamente maluca. e, se possível, faz com que tudo fique bem de novo. para o bem. e que aconteça o que for para melhor.

alguém avisa quando isso aqui vai passar?

são duas, três horas em que eu acho que tá ok, o mundo não acabou, eu tô viva, tá tudo aqui ainda. e o tempo todo que segue é falta de ar, é aperto no peito, é desajuste. eu tenho de pensar algumas vezes antes de realizar onde é que eu estou.

eu quero fazer planos para a formatura que vai vir. para os próximos 365 dias. mas não consigo. eu quero enxergar otimismo profissional. eu quero aquela deborah que tem certeza.

eu quero uma fórmula mágica que cure tudo isso que tá me fazendo chorar. eu tenho 24 anos e não 15.

diabos, eu consegui combinar os sentimentos mais dolorosos e colocá-los, todos, dentro do meu coração - justo nessa época de natal.

eu quero um abraço e um carinho, acho. alguém que jure: vai ficar tudo bem.

22.12.07

um dia de piscina.

eu espero que o sol faça tudo melhorar.

.*. e agora tenho um ipod azulzinho pequenininho que carrega no usb. lindo.

21.12.07

no, not baby anymore.

não me sinto confortável para qualquer consideração.

não me sinto confortável com o meu próprio corpo. e todos esses ossos que eu sempre quis aqui e hoje não fazem nenhum sentido. são ossos nos braços, no peito, na barriga, nas costas, nas pernas. até as minhas mãos fazendo carinho naquelas pernas pareciam magras demais. secas demais. e hoje eu sou um corpo pequeno que deitou em braços gigantes. em um corpo gigante. abriu o coração e virou do avesso. hoje eu sou lembranças. hoje eu sou sentimento. hoje eu sou exatamente um retrato de tudo o que 2007 vai deixar para trás.

é só isso
não tem mais jeito
acabou, boa sorte
não tenho o que dizer
são só palavras
e o que eu sinto
não mudará
tudo o que (eu quero te) dar
é demais
é pesado
não há paz
tudo o que (quero de ti)
irreais
expectativas
desleais
eu quero ser feliz. mesmo que você não esteja comigo.

e quero que seja feliz. mesmo com outra pessoa no lugar que já foi meu.

17.12.07

eu te amo.

eu te amo tanto que dói e me faz equivocada de todas as coisas do mundo. das contas das compras da fome da sede da dor da raiva. eu dirigi o dia inteiro pensando em você e não tenho bem certeza de como cheguei em casa. eu trabalhei pensando em você e tudo ficou bem. eu chorei e você é tão lindo tão lindo tão lindo que tenho vontade de te roubar e colocar numa caixinha. eu quero te dar de presente para mim. juro que vou saber cuidar e mimar e gostar e brincar. eu quero teu cheiro de volta e o lugar das tuas mãos sempre foi na minha cintura. me segura? me abraça me aperta me beija e não me deixa ir embora sem sentir que isso é certo. deixa eu estragar teu cabelo e os óculos e a camiseta. deixa eu sentar no teu colo e colocar a cabeça no teu peito. me ama me ama me ama. me diz? eu fui idiota todo o tempo. eu te quero de volta. eu te quero do lado. eu te quero na cama e na sala e na cozinha e em tudo que estiver ao meu redor. me faz uma pessoa melhor. me perdoa? deixa eu escolher tua roupa e ajeitar a gravata e sentir saudades quando você está do meu lado. faz aquela cara linda e me deixa confusa quando eu não sei no que você está pensando. deixa eu parar no meio do supermercado pra dizer que quero um abraço. pede pra eu não comer porcaria antes das refeições. entra no banho comigo e me deixa ficar embaixo d'água porque tá frio. dança comigo no meio da rua e eu te juro que não vou ficar envergonhada. me pede qualquer coisa. me acorda de madrugada. fica comigo pra sempre e não me deixa ir embora. vem?

eu te amo.

16.12.07


eu e as minhas meninas paulistas na formatura da maria rita.


14.12.07

as paredes que construí em torno desse corpo teimam em ser BEM mais fortes que a minha vontade. eu quero derrubá-las.

ou que alguém as derrube para mim.

12.12.07

"...esse seu jogo sujo comigo não cola mais
inventa uma briguinha sem motivo e com os amigos sai
não vou ficar em casa enquanto você se distrai
uma mulher sozinha e carente por aí é perigoso demais
por isso pense mais
se for bye bye, não quero mais
vai me perder
pense um pouco mais
eu sou capaz de te deixar, de te esquecer
agora é com você..."

forró nos fones durante o expediente não te dá vontade de sair para aproveitar o sol?

eu sim.

carnaval: chega logo?

tá.

chega.

eu não agüento mais as espinhas, eu não agüento mais as cólicas, eu não agüento mais as mudanças no meu humor, eu não agüento mais a retenção de líquidos, eu não agüento mais os 05 intermináveis dias chorando por qualquer imbecilidade, eu não aguënto mais meus cabelos com um comportamento estranho. bem mulherzinha.

pro inferno.

ah! eu não aguënto mais a incerteza da data exata em que todos esses sintomas chegam ao fim.

12/12/07 é o dia em que eu resolvi nunca mais parar de tomar anticoncepcional por conta própria para o resto dos meus dias.

- mas, obviamente, amanhã eu posso mudar de idéia.

11.12.07

don't you try to convince us that you're happy.


depois de uma overdose de camarão-com-farofa-de-coquinho do meu cattering favorito (com direito a repetir DUAS vezes escondida na cozinha - mérito dos relaçõespúblicas) no evento para comunicação do cliente, meu corpo só pensa naquelas tapioquinhas cheias de chocolate com castanhas. ui.

de longe o melhor serviço de porto alegre. na minha opinião, melhor do que aquele senhor que cozinha naquele clube fino onde quase peguei o buquê.

vai fazer a alimentação quando eu me formar. se eu me formar, algum dia.
vai fazer a alimentação do meu casamento. se eu me casar, algum dia.

comida delícia + espumante delícia me deixa assim: feliz num terça-feira cheia de ansiedade.


9.12.07

1920

deborah. diz:
eu nem sei mais como é isso...

em uma conversa de msn, soltei essa pérola.

vai mudar a situação? não. vou tentar reverter de alguma incrível forma, como uma volta por cima, como ressurgindo das cinzas, como... oi, te conheço?
não.
não.
não.
são só vinte-e-quatro. impreterivelmente eu deveria me divertir muito e ter histórias para contar - mas não.
não.
não.
não.
e acho que me sinto bem assim. quase feliz.

eu espero ainda. duas coisas: que ele volte, ou apareça o príncipe encantado num cavalo branco.
a segunda opção vem acompanhada de um: deborah, eu quero ter um filho com você.

super romântica.

acho que vou morrer sozinha.

6.12.07

às vezes rola toda uma preguiça de viver.

principalmente quando o céu tá assim, cinza. quando venta demais e eu tenho essa teoria absurda sobre o vento: minha vida tá mundando. se venta demais as nuvens entram num movimento acelerado aos olhos humanos, tenho a sensação de que é uma agitação mundial, transformando as coisas todas. replacing. nesse clima só pode haver esperança. uma combinação mágica de final de ano com um vento forte. uma temperatura estranha para dezembro. a vontade é de ficar em casa, deitada, quieta, olhando as nuvens passar pela janela do quarto. pensando em como o futuro pode ser melhor que o presente e em como aprendemos com o passado. eu faria muitas coisas diferentes. mas não me arrependo de nada. é muito fácil dizer que faria diferente quando já sabemos o resultado. conheço a doida que mora no meu corpo: seria tudo igual. as minhas nuvens passam rápido e a vida é assim também. um tempo enorme sem que nada aconteça, vinte minutos que mudam meu rumo.

eu só posso falar do que sei, de qualquer forma. não é egoncentrismo. só é. dos meus achismos falo com propriedade.

vou olhar as nuvens passar. esperar o calor chegar. tentar viver da melhor forma possível antes da mudança reposicionar tudo. eu tô amontoada num canto, com tantos espaços vazios.

espero ansiosamente por uma redistribuição de mim.

5.12.07

adolesci.
dentro do armário do banheiro tem:

- 1 gel esfoliante para peles com acne
- 1 sabonete líquido para o rosto - especial para peles com acne
- 1 tônico facial - especial para peles com acne
- 1 hidrante diurno com fps 15 - especial para peles oleosas e com tendência a acne +25 (tô me antecipando)
- 1 gel secativo para acne

há pouco tempo atrás eu saía do banho, passava hidrante no corpo, no rosto, desodorante, creme para pentear os cabelos e deu.

agora tudo isso aí em cima entrou no meio.

nunca tive nada parecido com o que se manifesta no meu rosto nem nos tenros anos da pré-adolescência.

ô díli.

no espírito otimista que me acomete: rejuvenesci.

espero estar curada até a formatura-para-sete-mil-pessoas que tenho no próximo findi.

.*. ou voltarei à tomar anti-nenê.

mas não é mesmo?

vou almoçar. visto que tenho sempre de decidir entre dormir mais 10 minutos ou tomar café da manhã, o almoço se tornou a refeição mais importante do dia.

em cima dos litros de café, dentro do meu estômago.

papai-do-céu, afasta de mim o espírito consumista. que eu consiga passar protegida por todas as lojas do shopping sem sentir o visa dialogando imaginariamente com o meu cérebro. recorda-me de todas as contas que tenho de pagar. faça com que eu consiga uma vaga bem próxima à praça de alimentação.

obrigada.

e esse foi um post super aleatório.

3.12.07

desconsidere o fato de que eu tenho apenas 24. às vezes parece mais, às vezes parece menos.

saiu daqui ó: http://www.garotasdaggers.blogger.com.br/

"LEVE


Ontem depois que você foi embora confesso que fiquei triste como sempre.

Mas, pela primeira vez, fiquei triste por você. Fico me perguntando que outra mulher nessa vida ouviria os maiores absurdos como você, um homem de 35 anos, planejar ir à uma Balonê da vida, ou qualquer outra festinha brega dessas com gente sem assunto no próximo sábado e, ainda assim, não deixar de olhar pra você e ver um homem maravilhoso.

Que outra mulher te veria além da sua casca? Você não entende que eu baixei as músicas do Vinícius de Morais e do Chico Buarque porque achei divertido te fazer uma massa ouvindo algumas músicas que dão vontade de viver. Uma massa que você não vai comer porque está perdendo o paladar para o que a vida tem de verdadeiro e bom. É tanta comida estragada, plastificada e sem sal, que você está perdendo o paladar para mulheres como eu. E você não sabe como vale a pena gostar de alguém e acordar na casa dessa pessoa e tomar um suco de laranja lendo notícias malucas no jornal como o cara que acha que é vampiro. Tudo sem vírgula mesmo e, nem por isso, desequilibrado ou antes da hora.

Você não sabe como isso é infinitamente melhor do que acordar com essa ressaca de coisas erradas e vazias. Ou sozinho e desesperado pra que algum amigo reafirme que o seu dia valerá a pena. Ou com alguma garotinha boba de 26 anos que vai namorar sua casca. A casca que você também odeia e usa justamente para testar as pessoas "quem gostar de mim não serve pra mim".

E eu tenho vontade de segurar seu rosto e ordenar que você seja esperto e jamais me perca e seja feliz. E entenda que temos tudo o que duas pessoas precisam para ser feliz. A gente dá muitas risadas juntos. A gente admira o outro desde o dedinho do pé até onde cada um chegou sozinho. A gente acha que o mundo está maluco e sonha com a praia da Silveira e com sonos jamais despertados antes do meio-dia. A gente tem certeza de que nenhum perfume do mundo é melhor do que a nuca do outro no final do dia. A gente se reconheceu de longa data quando se viu pela primeira vez na vida.

E você me olha com essa carinha banal de "me espera só mais um pouquinho". Querendo me congelar enquanto você confere pela centésima vez se não tem mesmo nenhuma mulher melhor do que eu. E sempre volta.

Volta porque pode até ter uma coxa mais dura. Pode até ter uma conta bancária mais recheada. Pode até ter alguma descolada que te deixe instigado. Mas não tem nenhuma melhor do que eu. Não tem.

Porque, quando você está com medo da vida, é na minha mania de rir de tudo que você encontra forças. E, quando você está rindo de tudo, é na minha neurose que encontra um pouco de chão. E, quando precisa se sentir especial e amado, é pra mim que você liga. E, quando está longe de casa gosta de ouvir minha voz pra se sentir perto de você. E, quando pensa em alguém em algum momento de solidão, seja para chorar ou para ter algum pensamento mais safado, é em mim que você pensa. Eu sei de tudo. E eu passei os últimos anos escrevendo sobre como você era especial e como eu te amava e isso e aquilo. Mas chega disso.

Caiu finalmente a minha ficha do quanto você é, tão e somente, um cara burro. E do quanto você jamais vai encontrar uma mulher que nem eu nesses lugares deprê em que procura. E do quanto a sua felicidade sem mim deve ser pouca pra você viver reafirmando o quanto é feliz sem mim e principalmente viver reafirmando isso pra mim. Sabe o quê? Eu vou para a cama todo dia com 5 livros e uma saudade imensa de você. Ao invés de estar por aí caçando qualquer mala na rua pra te esquecer ou para me esquecer. Porque eu me banco sozinha e eu me banco com um coração. E não me sinto fraca ou boba ou perdendo meu tempo por causa disso. E eu malho todo dia igual a essas suas amiguinhas de quem você tanto gosta, mas tenho algo que certamente você não encontra nelas: assunto.

Bastante assunto. Eu não faço desfile de moda todos os segundos do meu dia porque me acho bonita sem precisar de chapinha, salto alto e peito de pomba.

Eu tenho pena das mulheres que correm o tempo todo atrás de se tornarem a melhor fruta de uma feira. Pra depois serem apalpadas e terem seus bagaços cuspidos.

Também sou convidada para essas festinhas com gente "wanna be" que você adora. Mas eu já sou alguém e não preciso mais querer ser. E eu, finalmente, deixei de ter pena de mim por estar sem você e passei a ter pena de você por estar sem mim. Coitado."

tô tentando.