30.1.08

quem foi que depositou, em dinheiro, R$26,00 na minha conta?

entrei agora para olhar o extrato pré-férias e me deparo com esse estranhérrimo depósito.

se ainda fossem 2.600,00...

ui ui.

29.1.08

eu sou viciada em sobrancelhas bem feitas.

m-u-d-a a vida de uma mulher.

28.1.08

é sim. assim.

e mais uma amiga cruza a linha divisória da solteirice. eu tô falando do próximo passo. da próxima cena. da seqüência natural dos fatos (a trema caiu?). seja lá como você chama o m-o-r-a-r-j-u-n-t-o. e mais uma que faz isso assim, fazendo. nada de anos de namoro, nada de trezentos términos e voltas e flores e perdão. nada disso. simplesmente vai lá e faz e sabe que isso é certo. e eu acho que é isso aí, sabe? eu tô vendo todas essas coisas, incríveis, e pensando: eu nunca tive isso.

eu tive. tive. eu soube que era certo e que era aquilo, esperei a outra pessoa saber, ele não soube, eu esqueci, ele descobriu, eu desisti, ele quis, eu não sabia, ele desistiu e eu descobri.

fico feliz e cheia de esperança a cada "estamos morando juntos" que ouço. feliz feliz feliz.

quando é para dar certo não tem essa história de timming. quando é para ser, nem sempre a gente sabe, mas vive. acho que afinidade nem tem nada a ver com brigas e, talvez, essas brigas só existam para mostrar que não é o relacionamento correto.

acho bonito. mesmo que soe tia-solteira, acho bonito demais.

toda sorte do mundo.

"o único problema, e esse sim um grave problema, é que sair com um homem página um acaba te lembrando daquele ex-namorado com quem você tanto falava da vida e com quem era tão feliz. aquele ex que já está com um milhão de páginas e você não consegue botar um ponto final. e aí você, porque também não é de ferro e está decepcionadíssima com o homem página um, acaba dando uma passadinha na casa do ex. e acaba escrevendo, mesmo sabendo que não deveria e ainda que solitariamente, a página um milhão e um."

enquanto isso sigo protagonizando um personagem dos textos da tati bernardi.















achei essa foto pertinente. :)

hoje é segunda-feira.

na próxima segunda-feira estarei observando, de um barco, os peixinhos nadando em águas quentinhas.

chega logo quinta-feira! :)

26.1.08

comecei a arrumação da mala.

é assim. eu sou uma pessoa antecedente. já separei as roupas da viagem, as roupas que usarei para os três dias de trabalho que seguem, as roupas com as quais vou viajar, fiz uma lista do que falta, outra lista do que p-r-e-c-i-s-o fazer até quarta, mais uma lista do que preciso comprar. são coisas de higiene pessoal, basicamente. poderia comprar lá, mas a neurose da minha cabeça não permite que saia de casa sem ter a certeza de estar preparada para qualquer situação. além disso tenho de trocar um short.

impressionante é olhar a mala e ver que de tudo o que está alí dentro tenho apenas 2 vestidos estampados, 3 blusas coloridas e 1 saia cor-de-rosa. o resto gira em torno de preto/branco/jeans/cáqui. que chatice. eu sou antecedente e chata. é assim.

mas que ontem, além da eptc, fui abordada pela polícia fiscalizadora de documentos de veículo, primeira vez na vida. e vomitei tudo o que havia comido num surto de dor-de-estômago no meio da noite, em que acordei de um sonho onde revisava o material entregue ontem ao cliente. o vômito foi em casa, não em frente à polícia.

imagina quando chegar aos 30 anos. serei um amontoado de manias e neuroses.

faltam 4 dias para as férias. já tá TUDO certo e eu tô cansada.

ai.

e a promoção para conhecer o chile pela cvc? queria tanto que alguém se animasse a ir comigo.

humpf.

.*. nem tão chata: tenho sapatos inacreditavelmente inacreditáveis. vou facilmente do scarpin preto chique de doer ao moderninho crocs amarelo ovo fluorescente neon. m-o-d-e-r-n-a.

quem quer chile comigo-ô?

25.1.08

hoje a eptc queria guinchar o rodinhas.
.
.
.
.
.
.
.
mas não guinchou, nem multou. seria o almoço dia-de-semana mais caro da história da minha vida.

24.1.08

...coração, toma cuidado com a paixão
se der errado você vai se ver perdido, na contramão
sofrendo com a solidão...

e pela QUARTA vez eu encontro pessoa y alí no suco e fazemos de conta que não nos conhecemos.

eu comento com quem está comigo: olha alí o fulaninho.

ele comenta com quem está com ele: olha alí a fulaninha.

e é a situação mais patética do universo trocar sms quando não podemos mais nos enxergar.

esse tipo de coisa é super divertida. mas um pouco cansativa, hein?

vou responder não, viu?

22.1.08

"...Basta eu ver um sinal de luz recíproca no final do túnel que mando minhas zilhões de luzes e cego todo o mundo. Sou demais. Ninguém entende nada. E eles adoram uma sonsa. Adoram. Mas dane-se. Um dia um louco, direto do planeta dos 2% de homens, vai aparecer.

E que se dane a natureza gritando no meu ouvido que não posso ser assim. Que a boa fêmea sabe esperar nove meses, portanto deve saber esperar uma ligação ou um sinal de "pode avançar no joguinho". Eu não sei esperar nada. E a natureza gritando no meu ouvido que então, já que sou birrenta, vou ficar sem nada mesmo. Porque é preciso saber viver. Atiram a gente nesse mundo, nosso coração sente um monte de coisa desordenada, nosso cérebro pensa um monte de absurdo. E a gente ainda precisa ser superequilibrada para ganhar alguma coisa da vida. Como se só por estar aqui, aturando tanta maluquice, a gente já não devesse ganhar aí um desconto para também ser louco de vez em quando. Quem é essa natureza maluca, quem é esse mundo maluco? Quem são esses doidos que exigem tanta certeza e tanta "finesse" e tanta postura da gente?

E eu queria te beijar até enjoar. Porque eu só sei curar uma vontade de me entorpecer de alguém quando sugo a pessoa até a última gota. O problema é que, nesse mundo sem graça com celulares que apitam e mensagens no Messenger que apitam e policiais mentais que apitam "hey, tati, segura a onda, não deixe ele perceber que pode comandar seu coração mole", ninguém mais sabe nem sugar e nem ser sugado até a última gota. Fica uma droga de um joguinho superficial de trocas superficiais. E ai de quem resolva sair disso. Vai ser tachado de louco de pedra. Maluco. E as meninas sonsas se dando bem, e eu dormindo abraçada com o travesseiro sem dono da cama de casal.

Queria que ao menos algum canto do mundo me acolhesse. E me abraçasse e dissesse que tudo bem, tudo bem de vez em quando eu perder assim a razão ou o equilíbrio. E repetir e repetir e repetir o erro. E jurar que da próxima vez eu serei normal. E jurar que da próxima vez eu obedecerei a natureza, meu pai, a cartilha da vovó ou as meninas sonsas. E virar a rainha dos 98% de homens que não sabem o que fazer com uma pessoa que nem eu. E depois chutar todos eles, porque no fundo tô pouco me lixando pra essa maioria idiota. Pode até ser meio solitário correr contra a maré, mas como é gostoso olhar a multidão do outro lado e enxergar todo mundo pequenininho..." Tati Bernardi

atenção para o trecho: mas dane-se. um dia um louco, direto do planeta dos 2% de homens, vai aparecer.

sonsa. sonsa. sonsa. e com aquela carinha de boa bisca, sabe? pelo menos eu sempre deixei claro como pensava. e que queria um bebê. e todas essas maluquices que nos acometem na mesma época em que passamos a precisar de antiidade. não sofro com o título de sonsa. mas padeço com um letreiro luminoso na testa onde se lê: PROBLEMA.


21.1.08

mas tem uma coisa que eu não gosto: abrir os olhos cedo de manhã e lembrar que era você nos meus sonhos. se é assim, nem quero mais lembrar dos sonhos.

coisa chata esse negócio de inconsciente - quando não sincroniza com o consciente é um problema.

"aceitei os meus erros, me reinventei e virei a página..."

dormi com o ipod na orelha, ligadérrimo, e acordei com a luka cantando.

bom dia penúltima semana antes das férias!

bom dia penúltima semana antes da praia, da água de coco, do carangueijo, do biquíni diário e do calor delícia.

BOM DIA!

20.1.08

quem é que vai passar os próximos meses CHEIA de dívidas?

eu!

quem é que vai passar os próximos meses bem linda, bronzeada e com incríveis recordações do primeiro carnaval solteira em SEIS anos?

eu!

quem é que terá de trabalhar MUITO MUITO MUITO mais para dar conta de todos os compromissos financeiros assumidos?

eu!

quem é que já quer mais um biquíni novo? inclusive, já viu qual é o biquíni novo e está com coceira na mão para comprar?

eu! eu! eu!

só nascendo de novo para consertar.

:)


2007 foi um ano difícil e eu mereço me divertir um pouco.

18.1.08

por que tantas perguntas?

por quê?

17.1.08

como faz?


tem um dúvida que me afligiu agora, enquanto vejo o bbb.

o que diabos faz paulo ricardo da vida?

quanto custa o direito de reprodução em rede nacional daquela música chata da abertura?

a primeira vez que eu dei uma beijoca na boca (ó!), toda a vez em que tocava "teu silêncio preso na minha garganta, e o medo da verdade...eu sei que eu, ah!, eu queria estar contigo, mas sei que não, sei que não é permitido..." lembrava do cidadão. não, não do paulo ricardo, que é bem lindo, mas do cidadão que, enfim, é óbvio.

hoje o cidadão apresenta um programa de televisão em determinado canal.

não o paulo ricardo.

porque não sei que diabos paulo ricardo está fazendo da vida.

ou tem ido ao raul gil?

é uma incógnita, mesmo.

não é um período lá muito "sociável", mas nem sempre nós temos que estar dispostos à extroversão, não é mesmo? recolha-se e aproveite!

é o que diz o meu horóscopo.

16.1.08

olá férias.

tchau tchau férias.

ê! ah. ê! ah.

essa brincadeira não tá cansando, mas muitas coisas planejadas começam a acontecer agora e eu, bem, eu acredito tanto no trabalho que não posso me dar ao luxo de desmotivar. não nesse campo específico da vida - o único com retorno concreto sobre o investimento.

enfim, há de se fazer o que é necessário.

queria lembrar o nome do vinho delícia que tomei ontem. e queria também pedir, encarecidamente, que o mundo compreenda minha inabilidade para dirigir a noite. deus-do-céu como odeio.

e como eu gosto de vinho branco gelado. mesmo.

sim! descobri como abaixar e aumentar o volume do rádio do rodinhas. só uma pessoa em sua vida inteira de tenros 3 meses havia conseguido. pessoa, por que não me ensinou? foi algo iluminado. realmente. inacreditável. tô assim (ó) até agora.

:)

muitas coisas tão legais que nem posso reclamar do que é chato. o legal é novo e o chato é velho, então, do chato, todo o universo já sabe.



15.1.08

constrangidamente.

todas as vezes, TODAS, em que deixo o carro para o manobrista aqui da garagem estacionar (ah, sim, é. eu não estaciono sozinha, e daí?) está dando no rádio uma propaganda de motel. eu já percebi, ele já percebeu, já tentei trocar de rádio, mas não adianta. hoje era antena 1. rádio de mãe, rádio de família, uma rádio sóbria. sinalizo que vou entrar à direita na garagem, reduzo para segunda marcha e: tã-dã! propaganda de motel.

algumas coincidências da vida me deixam meio constrangida, sabe?

é bem verdade que largo tudo ligado. rádio, ar-condicionado e, eventualmente, o manobrista vem correndo atrás de mim para entregar o celular que esqueci. mas pô, super desagradável essa perseguição publicitária de anúncios de motel, viu?

14.1.08

eu tô no limbo.

no limbo das amizades. no limbo dos relacionamentos. no limbo profissional.

visto que a igreja católica agora nega a existência de tal posição geográfica, é aí que me encontro: no exato meio do nada, sabe assim?

correr para qualquer lado parece sem sentido.

mas ouvi uma coisa muito certa hoje: precisamos parar de nos culpar.

se resolvemos ir embora da balada ruim e o mau humor simplesmente sumiu no momento em que colocamos os pés dentro do carro, jogamos os sapatos para trás, esfregamos os olhos borrando tudo de rímel - não há nada de horrível nisso. não temos mais 20 anos.

e todas as minhas dúvidas existenciais estão perdoadas hoje. inclusive a obsessão relativa à idade.

eu quero mesmo alguém pra fazer planos. pra pensar numa casa. pra pensar em uma viagem de férias. para compartilhar crescimento profissional, evoluções pessoais e ofertas de supermercado. dane-se. é isso aí mesmo.

e, ao mesmo tempo, sigo adorando meus finais de semana, sozinha, dentro de pijamas.

é uma contradição sem fim.

ok.

depois de uma conversa de msn acabo de entender que está estampado na minha linda testa tratada com o que há de mais moderno em cosméticos: quero casar.

puxa, nem é tão verdade assim.

preciso, com urgência, trocar o letreiro luminoso da minha carinha.

alguém avisa?

don't be a dumb dummie.

olha, achei que pudesse ser bem pior.

mas, de qualquer forma, era a confirmação que esperava.

então pronto.

agora sim: fim.

se não estivesse tão cheia de trabalho até escreveria sobre o sentimento.

talvez o sentimento só venha de noitinha, deitada na cama, quem sabe?

enfim: só.

tenho um gatinho de mc lanche feliz olhando para mim.

i won't let you down, kittie.

13.1.08

escrevi e deletei.

o estado atual de confusão mental não me permite ser tão cruel com o teclado.

remember the face
of the boy who had made you his own
and how you left him alone


eu sou uma bruxa, uma pessoa terrível e não há salvação.

ao menos não neste domingo.

11.1.08

eu tenho um pote de nutella.

"...porque, falando com toda a franqueza, passei a duvidar de mim mesma nesses últimos seis meses. não imensamente, porque não apareceram muitos homens por quem fiquei interessada, mas tenho uma tendência a me apaixonar pelos que jamais se interessariam por mim, e os que sentem uma queda por mim são em geral muito revoltantes..."


e, deitada de costas no sofá, com uma colher de sopa - segundos atrás cheia de nutella - pendurada na boca porque tenho muita preguiça de levá-la até a cozinha e minhas mãos estão ocupadas segurando o livro, eu lembro de algumas coisas das quais realmente gosto: nutella, capas cor-de-rosa, contos de fada pós-modernos. preguicinha de sofá, televisão e dormir muito.

libby manson é como auto-ajuda. mesmo sabendo exatamente o desfecho do livro, cada palavra surte o exato efeito de anos atrás: vontade de vida.

é o meu livro favorito. de bônus ainda vi de onde incorporei ao meu vocabulário a expressão apoplético.

tô matando um pouco a saudade de mim. ao menos da minha versão menos chorona - se é que isso seja possível.






MEU NOME NÃO É JOHNNY
Direção: Mauro Lima – Brasil – 2008
107 min. – 14 anos
Gênero: Drama
Distribuição: Columbia

Sinopse: João Guilherme Estrella é um típico jovem da classe média. Inteligente e simpático, é adorado pelos pais e popular entre os amigos. Abusando do espírito aventureiro e boêmio, torna-se rei do tráfico de drogas da zona sul do Rio de Janeiro. Investigado pela polícia, é preso e seu nome chega às capas dos jornais. Baseado em história real.

é bem verdade que mostra o tráfico como algo bem menos terrível.
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olha a minha mente pequeno-burguesa manifestando. não sei como é o tráfico, de qualquer forma. meu nome não é johnny vale a fortuna que os cinemas cobram . nem me atrevo a tecer comentários: adorei. adoro selton mello. o rio de janeiro continua lindo. e a cléo pires enganando a polícia espanhola é incrível.
e, se um dia eu for presa, serei grande partidária do esquema do mcdonald's.

10.1.08

http://app.exame.abril.com.br/servicos/melhoresemaiores/

perdi todo o horário de almoço fazendo zilhões de pesquisas e comparações.

fica a dica aí para bench ou prospecção.

se é antigo e todo mundo conhecia menos eu - um desconto por favor. é o primeiro p.e. da minha existência inteira.

buone cose all'orizzonte. :)

e futricando o orkut alheio (orkut é uma arma do demo!) eis que me deparo com fotografias grávidas de certa pessoa x.

a pessoa x não tem um... marido. e bem, os maridos não são exatamente imprescindíveis para a geração de um bebê, eu sei disso. o homens são, mas eles podem ser maridos alheios, inclusive. enfim - dá pra entender. o que eu não consigo entender é como alguém pode optar por gerar um bebê sem que haja a estrutura adequada. não. a estrutura socialmente aceita. conheço duas pessoas incríveis que educam suas crias completamente sozinhas com um desempenho maravilhoso. contudo, não deixa de ser um perrengue monstro você passar por tudo all by yourself, toda a tensão que deve ser uma gravidez, e todas as incertezas sobre aquela micro criatura que vai sair da barriga e ter vontades próprias mesmo dependendo inteiramente de seus cuidados.

e o trabalho? como dar conta do trabalho? um bebê precisa de cuidados, mas também precisa de grana. muita grana. a pessoa x não está trabalhando. alguém avisa? como faz, meu deus?

não sou contra o aborto. cada um tem consciência do que faz com seu próprio corpo. eu não faria, mas certamente seria uma single mom super neurótica. tem pílula, tem injeção, tem diu, tem a opção de não transar, tem camisinha, tem de um tudo hoje em dia. além, é claro, do esclarecimento que pessoa x tem para saber que é psicologicamente mais saudável para a criança crescer em um ambiente onde papai e mamãe convivem. ou simplesmente saber que papai existe.

eu morro de medo, essa é a verdade. é necessário uma dose extra de coragem para dar conta de um filho sozinha. minha mãe tem de dar conta de três - foda. deve ser algo surreal a experiência de enxergar uma parte sua fazendo um bilhão de coisas erradas, batendo a cabeça na parede e você sem poder fazer nada, as palavras que saem da sua boca interpretadas como uma forma de controle inaceitável. minha mãe é superpoderosa.

ainda olhando fotos da pessoa x, inacreditavelmente linda em seu barrigão, só consigo desejar toda a sorte do mundo. muitas escolhas acertadas. meus parabéns. seja feliz. cuide bem desse corpinho pequeno que logo logo estará passeando pela praia.

pessoa x, só o fato de você ter levado isso adiante, já te faz especial. pelo menos para mim - mesmo que isso signifique muito pouco.

o mundo te deu a chance de ser, como a minha mãe, uma mulher superpoderosa.

aproveita.

O estímulo positivo de Mercúrio lhe permitirá compreender coisas que você antes não entendia muito bem, sobretudo no que diz respeito a acontecimentos passados que você não processou legal. Esta é uma fase de insights e de esclarecimentos, Deborah.

ah sim! insights e esclarecimentos: tudo o que eu preciso.

ontem presenciei uma demonstração de juventude no carro ao lado: conhecida como baleia branca, consiste basicamente em colocar o bumbum nu para fora da janela. não entendo bem qual a moral dessas coisas, mas ok. o MAIS incrível foi o motoboy que passou e APERTOU a nádega do exibicionista.

ri como uma boba, sozinha.

e depois, tia que sou, fiquei pensando nos perigos para o trânsito, jovens dirigindo alcoolizados, tirando a atenção dos motoristas e acreditando piamente que porto alegre é beverly hills. pisei no acelerador e me afastei o mais rápido possível do carro em questão.

e a previsão do meu horóscopo personalizado acima não tem nenhuma relação com o bumbum nu. continuo sem entender algumas brincadeiras juvenis.

9.1.08

feliz.

sim. era pra você a carta de amor que disseram ser para um terceiro.


Monday, November 06, 2006

não vá ainda.

eu não sei. eu só não sei. num estado de completa ignorância da vida. eu tô ignorante nesses últimos dias. as pessoas falam comigo e eu. e eu. e eu depois de alguns segundos consigo entender o que estão dizendo. eu não tenho conseguido, também, dizer o que sinto. devagar. bem devagar. é tão devagar que acabo pensando mil vezes antes de falar. e então eu morro. eu tenho morrido diversas vezes ao dia. eu morri sábado passado. deitada na cama segurando o choro. morri. daí eu deixo o corpo alí e vou lavar o rosto no banheiro. quase imperceptível. o meu corpo tem se divertido muito, aliás. eu tenho dado grandes oportunidades para que ele seja imensamente feliz. o corpo, só. porque a cabeça já não entende mais. e eu tô calando as coisas da cabeça e do coração. eu misturo tudo e você, sabe, você é tão separado. separadinho como uma gaveta de talheres. e na tua gaveta eu não encontrei uma daquelas facas de cortar bolo. acho que não tinha, mas, pensando bem, não quis te deixar constrangido perguntando sobre ela. só que eu realmente queria saber porque é muito importante pra mim. fiquei quieta. eu também queria saber sobre a vida. e o que se planeja fazer dela, mas você esteve tão distante. tão ausente. e tão alí na minha frente que não prestei atenção em palavra alguma. e, olha só, antes de morrer no sábado, eu quis fugir. eu quase fugi. porque não teria espaço pra minha faca de cortar bolo na tua gaveta. ela requer um espaço especial, realmente não haveria como acomodá-la. eu tentei fugir, só que o corpo idiota tão feliz, tão feliz, não obedeceu aos meus comandos, mesmo estando ciente de todos os contras. e então, quando eu cheguei em casa de volta, na minha casa, na minha cama, na minha vida, tive certeza. não poderia ter fugido. talvez ainda haja espaço na gaveta de baixo. só tô esperando você me mostrar.

e eu prometo ser mais presente. ser mais feliz. chorar menos. te entender. deixar o tempo fazer de nós dois o que deve ser feito de duas pessoas. de dois lugares. de duas vidas.

eu tô presa ao fato de que pode haver espaço, apesar de ser incomodada com uma possibilidade pálpavel: você nunca, nunca, vai preceisar de uma faca de cortar bolo.

e isso é de partir meu coração.

b-o-n-i-t-a. :)




8.1.08

o dia começou bonito.

pude colocar uma jaquetinha porque não está tão quente e meus cabelos não precisaram ser lavados pela manhã.

consegui sair da garagem sem a necessidade de manobrar muito. apertei o botão do rádio e tocava klaus e vanessa, bem o comecinho da música, que cantei aos berros até o final quando, na seqüência, veio vanessa da mata. não reparei se a cada farol vermelho havia alguém rindo da minha carinha. nem vi. aí mudei de estação e, bubbly!

então, sabe, não quero mais ter raiva de você. até porque isso tá me causando um problema terrível toda vez que olho para o meu celular. comprar um celular para falar com o namorado não me parece mais uma coisa muito sensata. eu gostava do número antigo. só que acabei de decorar o número novo. trocar novamente também não parece algo muito esperto.

e você poderia ser um pouco mais direto e me dizer que tem uma nova namorada. n-a-m-o-r-a-d-a. ao invés de comentar sobre vodka e suco de pêra. sobre mudanças de planos no revellion. talvez ela até tenha te ajudado a escrever a mensagem que eu recebi no primeiro dia do ano, às 07h da manhã. tão feliz você estava que resolveu me desejar um bom ano.

pode me contar, assim morre a tensão. e por que diabos você mantêm no msn aquela foto ridícula em que sua cabeça está recortadinha? pra que eu saiba que o resto da foto sou eu, 07kg mais gorda, na bienal de 2006? eu sei - pronto. e eu não sinto falta de cheiro de cachorro. eu morro de medo de cachorros, aliás. e detesto acampar. detesto. e você andou engordando, de novo. e, ao invés de fazê-lo vir até mim eu iria até você. pelo prazer de estar perto, pelo prazer de estar junto, para poder fazer parte de planos previamente estabelecidos.

eu sigo igual. 07kg mais seca, mas com o mesmo cheiro de doce. comendo porcaria antes das refeições. os olhinhos enchendo de água quando vejo um bebê. enlouquecendo quando toca total eclipse of the heart. vendo filmes em etapas, porque durmo. eu continuo dormindo no cinema. trabalhando demais. gastando demais. precisando de um sapato novo, um vestido novo. obcecada com as unhas e com a depilação.

tudo segue igual.

ontem, sentada alí no suco, jogando conversa fora, reclamando, opinando, comentando, eu vi que, é verdade, eu sou bem feliz. tenho grandes chances de dar certo nessa vida, ainda. e que você me faz falta, sim. ainda assim meus amigos podem me dar um abraço quando eu quiser chorar de saudade. eu sempre posso voltar para casa e deitar na cama agarrada a uma almofada de pelúcia. dizer pra minha mãe que eu quero atenção.

não te ter, faz com que eu possa ser um conflito gigante - todo o tempo. ninguém exige estabilidade.

e, claro, eu buscaria a normalidade por você.

mas sempre existirão as manhãs bonitas. as músicas da rádio. e a possibilidade de trocar, senão o número, o aparelho celular.




7.1.08

this is SO not you.

tem horas que eu tenho uma raiva absurda de você.

absurda.


e já disse a maria rita: mas não faz mal não é fim da batucada, e a madrugada vem trazer meu novo amor.

comentário do post anterior:

patético.
espírito de velha? não vejo nenhuma das características: sabedoria, conhecimento da vida, placidez.
o que vejo são manifestações de um espírito deveras infantil: choro, manha, batendo o pé porque acha que alguém lhe tirou o brinquedo favorito.
tu criou essa situação, e gosta dela. criou esse vazio, esses sentimentos, e os alimenta. a dor é confortável, ela é algo a que está acostumada, faz parte da tua identidade.
é o que te faz 'especial'.
fazer terapia, pagar alguém para te dar atenção, para escutar toda essa historinha que tu montou...
tem vezes que crianças não precisam de atenção, e sim de umas palmadas.

e o pior é que faz sentido. mas eu não concordo em precisar de umas palmadas. seria engraçado apanhar nessa altura do campeonato.

o meu espírito de velha nunca esteve ligado ao emocional. eu sou emocionalmente uma adolescente - faço as coisas todas erradas e sofro. não enxergo o futuro emocional como algo concreto. o emocional é muito difícil de mensurar, planejar, avaliar. e isso me incomoda. posso lidar com um turbilhão de problemas no trabalho, financeiros, acadêmicos. chega o momento de pensar no coração e eu travo, me fecho, me acabo. eu sofro por coisas que não entendo. que não dependem apenas de mim para acontecer. eu criei essa situação, claro. e me arrependo dela - como nunca me arrependi de qualquer outra coisa na vida. mas, tenta entender, por mais que queira levantar a cabeça e seguir em frente preciso de um tempo pra doer. preciso reclamar como uma meninha. não sei ser de outra maneira.

e, quer saber? eu fui muito mulher também. se a história estivesse toda exposta aqui, tenho certeza de que algum crédito eu deveria ter, afinal tive coragem de me expôr de uma forma quase ridícula. quase porque nada de amor pode ser considerado ridículo ou teríamos um problema literário/teatral/cinematográfico no universo.

mas se você souber me ensinar a ser sem doer, eu vou agradecer a dica.

preciso me ocupar.

preciso me ocupar.

preciso me ocupar.

preciso me ocupar.

por que tanto demoram as aulas em seu retorno?

por que os finais de semana se arrastam?

por que, no meio de tudo isso, ainda resolvi tirar férias?

eu quero ficar deitadinha, quieta, olhando para o teto e esperando todos esses sentimentos confusos deixarem meu corpo.

tem dias que acordo assim, impossível de viver.

hoje nem que houvesse um mar gigante e limpinho na saída da minha casa. a sensação de acordar chorando garante que eu poderia inundar um mundo.

diabos, eu achei que ninguém na vida teria o poder de me fazer sentir assim: tão insuficiente, tão errada, tão arrependida.

e, o rei do conselho esperto me disse: trabalha, trabalha, trabalha.

vou tomar um banho, vestir uma roupa e ir trabalhar. em 14 dias chegam as minhas férias.

começo a considerar a possibilidade de retomar a terapia. quero um remédio que me faça feliz.

6.1.08

como faz?

o tema relacionamento tem sido cada vez mais recorrente nas conversas. não no sentido da fofoquinha saudável de quem-tá-com-quem, até porque eu não teria absolutamente o que falar, mas de uma forma mais genérica, sobre as cobranças que acontecem.

quase vinte-e-cinco. foi o primeiro revellion que passei solteira desde os, 17 anos? nenhum problema se fosse quase vinte, mas me aproximo rapidamente dos trinta e as cobranças chegam por todos os lados. é o trabalho, é a família, até os amigos com a tendência maligna mas de boa fé em querer que a gente escolha alguém. não é a questão de escolher. e não é a questão de estar sozinha.

tenho a impressão de que parecemos uma ameaça à sociedade. e, bem, a sociedade é uma ameaça à minha sanidade mental. falando com o chefe logo após o expediente vi as seguintes palavras sairem da minha boca: é, mas eu tô ficando velha - logo faço vinte-e-cinco.

velha onde? alguém com essa idade não deveria ser considerado jovem? sim. mas as seleções de trainees muitas vezes limitam a idade aos 25 anos. eu tenho amigos casando. eu conheço pessoas que já p-l-a-n-e-j-a-r-a-m um bebê.

tenho meus planos. mas eles não bem incluem casar e ser feliz. casar e ser feliz, conhecer alguém e ser feliz, é algo inerente, não? deveria ser, acho. eu quero ir embora de porto alegre. eu quero um emprego bem legal e que me faça realizada. eu quero uma pós-graduação. eu quero terminar de pagar o rodinhas. eu quero viajar de férias para o exterior. eu quero levar o corpo à restaurantes simpáticos e sucos diferentes e comidas delícias. eu quero ambientes bonitos. eu quero banheiras de hidromassagem. eu quero uma casa só minha com uma cama gigante, edredons fofinhos e ar-condicionado. eu quero mais viradas de ano como a última: gente interessante, diversão saudável, momento pequenininhos e felizes.

2007 terminou com um machucado gigante no meu peito. uma ferida que eu mesma provoquei e vai demorar em cicatrizar. mas serviu para que enxergasse: os finais não são necessariamente ruins. eles podem trazer coisas incríveis. eles podem abrir os teus olhos para aspectos ignorados. e se a vida fecha uma janela aqui, acho que posso enxergar por outra.

não sou um problema social por estar sozinha. eu quero muito mais.

estou namorando a mim mesma - coisa que não fazia há um tempão. estou fazendo planos e cronogramas que não serão rasgados em dezembro, simplesmente porque alguém quis redefinir o rumo da minha existência.

quando aparecer alguém, e eu espero que apareça - afinal, você conhece alguém na vida que queira mais formar uma família do que essa que escreve? - será para dividir as felicidades. será para compartilhar os desejos. será para olhar ap. junto, escolher um lugar lindo para o feriado, cozinhar qualquer coisa com queijo. e para fazer concessões. abrir mão de alguma coisa para estar junto. quando aparecer alguém vai ser para uma vida.

depois de sentir que isso já poderia ter sido, me sinto pronta para dizer que não serve qualquer um. qualquer beijo, qualquer abraço, qualquer noite. não vai me fazer mais feliz. não serve alguém tão parecido comigo, nem tão diferente. não pode ser alguém que se sinta extremamente à vontade no shopping, tão pouco alguém que odeie dormir até tarde e perder o café da manhã do hotel. não pode ser um adorador da animais, muito menos alguém que não experimente novidades.


e é difícil.

sigo no grupo de ameaça à sociedade. um grupo que paga suas contas, mas é visto com pena quando um de seus integrantes vai sozinho ao cinema.

eu sou uma jovem com espírito de velha tentando a todo custo provar que, talvez a ferida demore a cicatrizar, mas vai ficar tudo bem.

2.1.08

tenho minhas impressões de 2008.

começando com o fato de que conseguimos PERDER um molho de chaves na areia da praia e, ENCONTRÁ-LO, um tempão depois intacto - apenas um pouco soterrado. continuando com parapapapapa papapa clack bum. seguindo ao barco cheio de unknown friends. muita dança na areia e espumante e fogos. terminando com o momento esperança: eu sentadinha num lugar deserto da praia, pensando na vida e lacrimejando um pouco, quando passa um casal+1 senhora e diz que não devo chorar, tudo na vida passa, uma moça tão novinha/magrinha/bonitinha tinha de estar contente com o novo ano e etc. finalizam sapecando uma beijoca na minha bochecha cheia de protetor solar fator 30 e dizendo que o futuro iria sorrir em breve.

vai ficar tudo bem, eu sei.

cia. delícia, praia linda, virada de ano cheia de esperanças.

e papai-do-céu ainda manda esses anjos tortos me pedindo para sorrir.

tem como recusar?

quanto às impressões de 2008 - ficam para depois. :)