24.4.08

enquanto ocupo minha imaginação com os dias que virão, e-mails engraçados e saudades doloridas, vou lendo meus próprios arquivos de um blog oculto.
registra que sou a rainha da analogia sem sentido.
aproveita e registra também que as coisas nunca mudaram. mesmo quando quisemos acreditar que sim. hoje pouco me importa a ausência de espaço nas tuas gavetas, se houver a necessidade compro um lugar especial para os meus utensílios desnecessários e abro espaço entre as coisas de extrema importância. se tu quiser ficar, claro. se quiser que eu fique, também.

Monday, November 06, 2006

não vá ainda.

eu não sei. eu só não sei. num estado de completa ignorância da vida. eu tô ignorante nesses últimos dias. as pessoas falam comigo e eu. e eu. e eu depois de alguns segundos consigo entender o que estão dizendo. eu não tenho conseguido, também, dizer o que sinto. devagar. bem devagar. é tão devagar que acabo pensando mil vezes antes de falar. e então eu morro. eu tenho morrido diversas vezes ao dia. eu morri sábado passado. deitada na cama segurando o choro. morri. daí eu deixo o corpo alí e vou lavar o rosto no banheiro. quase imperceptível. o meu corpo tem se divertido muito, aliás. eu tenho dado grandes oportunidades para que ele seja imensamente feliz. o corpo, só. porque a cabeça já não entende mais. e eu tô calando as coisas da cabeça e do coração. eu misturo tudo e você, sabe, você é tão separado. separadinho como uma gaveta de talheres. e na tua gaveta eu não encontrei uma daquelas facas de cortar bolo. acho que não tinha, mas, pensando bem, não quis te deixar constrangido perguntando sobre ela. só que eu realmente queria saber porque é muito importante pra mim. fiquei quieta. eu também queria saber sobre a vida. e o que se planeja fazer dela, mas você esteve tão distante. tão ausente. e tão alí na minha frente que não prestei atenção em palavra alguma. e, olha só, antes de morrer no sábado, eu quis fugir. eu quase fugi. porque não teria espaço pra minha faca de cortar bolo na tua gaveta. ela requer um espaço especial, realmente não haveria como acomodá-la. eu tentei fugir, só que o corpo idiota tão feliz, tão feliz, não obedeceu aos meus comandos, mesmo estando ciente de todos os contras. e então, quando eu cheguei em casa de volta, na minha casa, na minha cama, na minha vida, tive certeza. não poderia ter fugido. talvez ainda haja espaço na gaveta de baixo. só tô esperando você me mostrar.

e eu prometo ser mais presente. ser mais feliz. chorar menos. te entender. deixar o tempo fazer de nós dois o que deve ser feito de duas pessoas. de dois lugares. de duas vidas.

eu tô presa ao fato de que pode haver espaço, apesar de ser incomodada com uma possibilidade pálpavel: você nunca, nunca, vai preceisar de uma faca de cortar bolo.

e isso é de partir meu coração.

16.4.08

ai.



over you
i'm never over
over you
something about you
it's just the way you move
the way you move me

i'm so good at forgetting
and i quit every game i've played
but forgive me love
i can't turn and walk away this way.



ai.

14.4.08

it's always better when we're together.

10.4.08

don't you bring me down today.

a coisa mais complicada no frio é achar uma posição para dormir. porque demora muito pra cama esquentar. daí vira e vira. e lembra que esqueceu de colocar o celular pra despertar. e levanta. e acha o celular. e deita. e vira e vira. e nada da cama esquentar. e levanta. e coloca mais uma coberta. e deita. e vira. e vira. e nada da cama esquentar.
tenho certeza de que pego no sono com a cama fria ainda.
mas, pensei agora, talvez mais complicado ainda seja levantar pela manhã. porque daí o único lugar quente é exatamente a cama. e colocar o nariz pra fora é uma afronta, praticamente. e o celular desperta e soneca soneca soneca. o frio é um dos maiores motivos para dormir cedo e acordar tarde.
e por isso tenho chegado um pouco atrasada, todos os dias.
mas pensar em umas férias pequenas, numa cama grande, enrolada em cobertas e pernas e braços, faz tudo tão absolutamente suportável.
eu vivo uma fantasia constante que torna a realidade aceitável.
e a realidade não é tão ruim. por mais que tenha ouvido besteiras nos últimos dias. justifico com os vinte-e-um. o mundo cor-de-rosa e minha indecisão. as minhas preferências e inconseqüências. as mensagens que moram no meu celular.
e a fantasia não é tão distante. por mais que queiram me abrir os olhos. reconheço que não existam príncipes, mas não é por isso que devo deixar gente pequena destruir meus castelos.
até porque, às 6h30' da manhã, quem precisa de fantasia pra sair da cama sou eu.

posted by deborah. @ 8:35 PM

acho engraçado. troca os 21 por 24 e tã-dã. em certos aspectos a pessoa não muda, né?


6.4.08

que saiam de perto de mim todos aqueles negativos, com suas exigências absurdas e suas transferências de culpa.

eu tô buscando a redenção.

tô buscando um pouco de paz de espírito, tranqüilidade, um pouco de amor-próprio. preciso viver a minha vida, os meus problemas, e encontrar, sozinha, as minhas soluções.

tenho certeza que a ajuda necessária vem. ela sempre chega de onde a gente menos espera.

até arrisco dizer que preciso mesmo é de um porto seguro que me receba de volta.


3.4.08

i can't remember what went wrong last september though i'm sure you'd remind me if you had to.

"she thinks i can't see the smile that she's faking
and poses for pictures that aren't being taking
i loved you
grey sweatpants
no make up
so perfect
our love was comfortable and so broken in
she's perfect
so flawless
i'm not impressed
i want you back..."

e foi isso que me veio a cabeça depois de uma risada gostosa que ouvi ontem.